O antigo presidente do BES, Ricardo Salgado, começou esta quarta-feira a ser julgado no Tribunal Cível de Lisboa num processo movido pela apresentadora de televisão Teresa Guilherme. A apresentadora foi uma das lesadas do banco e perdeu 2,3 milhões de euros, que tinha investido em papel comercial  do BES. Ao Público, diz que foram as “poupanças de uma vida” e espera recuperar, pelo menos, uma parte.

Segundo o mesmo jornal, o juiz que preside ao processo diz que tem condições para avançar já para uma sentença, sem precisar de ouvir testemunhas. A advogada de Teresa Guilherme não esteve a favor da decisão do juiz, mas os advogados dos réus não se opuseram.

Em junho de 2018 o tribunal tinha considerado este pedido improcedente. Teresa Guilherme pede uma indemnização alegando que Ricardo Salgado, o Novo Banco, o Haitong Bank,  e a Gnb – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, todos os réus do processo, incorreram num crime de burla qualificada e são responsáveis por “um enriquecimento ilegítimo através de um esquema fraudulento de financiamento [do Grupo Espírito Santo]”, explica o Público. Como não lhe deram razão, recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa que ficou do seu lado e considerou que o caso devia seguir em frente.

“Estas coisas demoram tanto que às vezes sentimo-nos cansados. Pensei várias vezes em desistir do processo, mas não me sentiria bem comigo própria. É uma questão de princípio. São poupanças de uma vida inteira de trabalho”, confessou ao Público.

A apresentadora não esteve presente no Campus de Justiça.

*Artigo atualizado às 22h30 com a decisão do juiz.