O ministro das Finanças diz que ganhou o jogo: “Quatro orçamentos a zero”. Foi assim que Mário Centeno descreveu os quatro anos de legislatura, esta sexta-feira no programa de Ricardo Araújo Pereira, na TVI, “Gente que não sabe estar”. O “Ronaldo das Finanças”, como lhe terá chamado o antigo ministro alemão, Wolfgang Schäuble, ssumiu que não tem medo que chegue um “João Félix das Finanças” e afirmou: “A Europa ia ficar ainda mais a nossos pés”

Ricardo Araújo Pereira ainda o desafiou, “em direto para o povo português”, a “colocar as pernas atrás do pescoço”. O objetivo era ver “melhor a sua flexibilidade”. Isto porque, explicou o apresentador, Mário Centeno “é ministro das Finanças de um Governo que reverteu as medidas da troika, ao mesmo tempo que é presidente do Eurogrupo e foi candidato a líder do FMI — que é quem impõe as políticas da troika“. “Eu e ginástica já tivemos dias melhores, mas isso nem precisava de dizer”, confessou, acrescentando:

Até a troika e o FMI são domesticáveis. Na verdade, aquilo que acontecia tinha muita piada porque eles entravam para as reuniões mais ou menos como os adeptos da equipa adversária do Ronaldo fazem assim que ele entra em campo: que é começarem a assobiar. Eles assobiam porque já sabem que ele lhes vai marcar dois ou três golos. A troika e o FMI eram a mesma coisa: começavam a assobiar no início do jogo…”, disse.

“O senhor ministro entrava e fazia o hat-trick?”, interrompeu Ricardo Araújo Pereira, motivando-lhe algumas garagalhadas. “Na verdade foi melhor do que isso: foi quatro orçamentos a zero. Limpinho“, sublinhou, repetindo o resultado.”4-0”, disse, levantando os quatro dedos da mão.

O “Ronaldo das Finanças” afirmou que não tem receio que, de repente, chegue um “João Félix das Finanças” e até brincou com com o cenário: “Consegue imaginar a dupla que dava o Cristiano Ronaldo e o João Félix? Íamos, de certeza absoluta, arrasar. A Europa ia ficar ainda mais a nossos pés e isso ia ser uma coisa extraordinário”.