A economia portuguesa, afinal, cresceu 2,4% em 2018 (em vez dos 2,1% que tinham sido estimados), depois de o INE ter revisto a base das Contas Nacionais Portuguesas — um processo que ocorre a cada 5 anos, seguindo recomendações internacionais. Mas não foi só o ano passado que sofreu alterações: o Produto Interno Bruto de 2016 foi revisto para 2% (antes era 1,9%) e o de 2017 passou para 3,5% (a estimativa anterior apontava para 2,8%).

“Comparativamente com resultados anteriormente divulgados para 2017 e 2018, as Contas Nacionais agora disponibilizadas revelam um maior crescimento económico embora se mantenha a indicação de aceleração em 2017 seguida de abrandamento em 2018”, sublinha o INE.

Em 2017, o INE destaca “o elevado crescimento do Investimento (11,9%)” e em 2018 indica que esta rubrica se mantém “como a componente mais dinâmica (crescimento de 6,2%)”.

As alterações “refletem sobretudo a incorporação de informação então não disponível, nomeadamente ao nível de alguns setores de atividade e da Balança de Pagamentos e, em menor grau, a alteração da composição do PIB em consequência da mudança de base”.

“Na revisão do nível do PIB de 2017 em 0,7%, aproximadamente 0,5 pontos percentuais (p.p.) correspondem a uma revisão em alta da formação bruta de capital, essencialmente FBCF [Formação Bruta de Capital Fixo] em construção e variação de existências, e 0,2 p.p. à revisão dos dados do comércio internacional de bens e serviços, particularmente das exportações de serviços”, explica o INE.

O instituto adianta que, “comparativamente com resultados anteriormente divulgados para 2017 e 2018, as Contas Nacionais agora disponibilizadas revelam um maior crescimento económico embora se mantenha a indicação de aceleração em 2017 seguida de abrandamento em 2018”. O INE explica que, com a publicação das Contas Nacionais Anuais — Base 2016, inicia-se a nova série de Contas Nacionais, que substitui 2011 por 2016 como ano de referência e que, tal como as anteriores séries, se inicia em 1995.

O INE adianta que “esta mudança de base insere-se nas revisões regulares, que se realizam de 5 em 5 anos, com o objetivo de introduzir desenvolvimentos metodológicos e incorporar resultados de fontes cuja disponibilização de informação tem uma frequência mais baixa que a anual, visando dessa forma obter uma representação mais exata da atividade económica”.