A União Democrata-Cristã (CDU) inicia esta sexta-feira em Leipzig, leste da Alemanha, um congresso em que procura começar a reverter a tendência ditada por recentes maus resultados eleitorais. Em causa estão os maus resultados eleitorais nas europeias e regionais deste ano.

A liderança de Annegret Kramp-Karrenbauer à frente da CDU não será posta em causa e os congressistas vão tentar lançar as bases para reverter os maus resultados alcançados. Mais recentemente, em outubro, nas eleições regionais no Estado de Turíngia a CDU foi o terceiro mais votado, quando, há quatro anos, tinha ficado em primeiro lugar.

A este resultado “humilhante”, como vários jornais descreveram, já se tinham juntado as eleições europeias de maio, em que a CDU perdeu mais de 7% dos votos, e as regionais nos Estados da antiga Alemanha de Leste, Brandeburgo e Saxónia. Annegret Kramp-Karrenbauer (AKK) espera que os membros do partido confiem que nem só de derrotas foi feito este seu quase primeiro ano de liderança e que as diferentes tendências no seio do partido se unam.

O principal opositor de AKK, o advogado Friedrich Merz, que a acusou recentemente de “falta de liderança”, já disse, no entanto, que este não é o momento de divisões internas, mas sim da união do partido. O ministro da saúde, Jens Spahn, que também entrou na corrida à liderança, em dezembro do ano passado, mostrou o mesmo desejo, frisando que o partido deve preocupar-se em governar e não em alimentar disputas internas.

Um inquérito levado a cabo este mês pela Ifratest Dimap revelou que apenas 19% dos alemães consideram AKK uma boa escolha para chanceler, enquanto 42% acreditam que Merz seria a pessoa certa para governar o país. A abertura do primeiro dia de trabalhos do congresso, que termina sábado, será feita pela antiga líder do partido, a chanceler Angela Merkel.