Três conjuntos com diamantes e rubis de “valor inestimável” foram esta segunda-feira roubados do museu Grünes Gewölbe (Abóbada Verde) na cidade de Dresden, na Alemanha, anunciou a diretora, Marion Ackermann.

Pelo menos dois ladrões conseguiram entrar no museu pouco antes das 5h locais (4h em Lisboa) para roubar esses três conjuntos do século XVIII, antes de fugirem, explicaram os investigadores em conferência de imprensa.

As joias pertenciam ao museu Grünes Gewölbe, situado num castelo da cidade de Dresden e que contém uma das coleções mais importantes de tesouros da Europa.

Pouco antes do assalto, um incêndio, perto do museu, destruiu um transformador elétrico, interrompendo o sistema de alarme. No entanto, os investigadores recusaram-se, nesta fase, a estabelecer uma ligação entre os dois acontecimentos.

A diretora, Marion Ackermann, não pôde fornecer o valor estimado do prejuízo. “Não podemos reduzi-los a um valor, porque não estão à venda”, indicou Ackermann acrescentando, no entanto, que o valor histórico e cultural das três peças é “inestimável”.

Um outro responsável dos museus da cidade referiu que os conjuntos roubados faziam “parte do património cultural mundial”.

Construído no século XVI, o museu é conhecido por ter uma das coleções mais importantes de joias antigas da Europa.

Possui peças únicas de ourivesaria, pedras preciosas, porcelanas, esculturas de marfim ou âmbar, bronzes ou recipientes com pedras preciosas.

Uma parte do museu, um dos mais antigos da Europa, foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial no bombardeamento dos aliados de 13 de fevereiro de 1945, sendo posteriormente reconstruida.

O Exército Vermelho apropriou-se de uma parte das obras, levadas para a União Soviética, antes de serem repatriadas em 1958, para Dresden, uma das principais cidades da antiga República Democrática Alemã (RDA).