O juiz Carlos Alexandre vai ficar com o processo de Tancos, avança a TVI. O Observador confirmou que o processo lhe foi distribuído, mas que o conhecido juiz português ainda terá de aceitar.

Ainda na semana passada, Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa, chamou António Costa como testemunha de defesa no mesmo processo. O primeiro-ministro vai testemunhar na fase de instrução. O pedido consta do Requerimento de Abertura de Instrução, no qual Azeredo Lopes indica, no total, nove testemunhas. Além do primeiro-ministro, constam ainda da lista, por exemplo, o tenente-general António Martins Pereira, seu ex-chefe de gabinete, o chefe de Estado Maior general das Forças Armadas atual, Almirante Silva Ribeiro, e o anterior, general António Pina Monteiro.

Azeredo Lopes está acusado de quatro crimes, no caso do alegado encobrimento da operação que levou ao achamento do material militar roubado dos paióis de Tancos: denegação de justiça, prevaricação, abuso de poder e favorecimento.

Em outubro de 2018, o Conselho Superior da Magistratura (CSM) abriu um inquérito ao juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal Carlos Alexandre, tendo em conta as declarações deste respeitantes ao sorteio da fase de instrução do processo Operação Marquês, declarações feitas numa entrevista à RTP. O processo foi arquivado em meados de novembro.

A 28 de junho de 2017 desapareceu dos paióis de Tancos uma grande quantidade de material militar, incluindo armas e munições. O material viria a ser encontrado na zona da Chamusca em outubro do mesmo ano.