A perseguição aos motores a gasóleo em benefício dos gasolina, ainda que sem qualquer suporte científico, tem vindo a mudar o panorama europeu da venda de veículos novos, onde cada vez mais condutores trocam modelos animados por motores diesel por versões a gasolina. Contudo, isto faz disparar o consumo e os custos de utilização, além das emissões de CO2, o que tem levado alguns dos clientes que optam por “fugir” dos diesel a encontrar refúgio nas mecânicas híbridas plug-in (PHEV), em que o motor de combustão é ajudado por outro eléctrico, o que lhes permite serem menos “gulosos” nos consumos e menos poluentes.

Consciente desta realidade, a Nissan decidiu apostar nos PHEV para o mercado europeu, aquele onde o controlo sobre as emissões de CO2 é mais apertado e vai dar origem a penalizações astronómicas para quem infrinja o limite máximo de 95g de CO2/km imposto por Bruxelas para 2020. Com a vantagem de poder recorrer às soluções tecnológicas da Mitsubishi, que tem no Outlander PHEV o modelo deste tipo mais vendido no mercado europeu dos últimos anos.

A Nissan achou estarem reunidas as condições ideais para proceder à transformação na sua gama de SUV, mas não só, retirando paulatinamente a oferta das versões com motores diesel e substituindo-as por PHEV a gasolina. Tanto mais que a quebra de 24% nas vendas nos primeiros 10 meses de 2019 na Europa aconselhavam a adoptar medidas de imediato.

De acordo com o Automotive News, a Nissan vai deixar cair os motores diesel no Juke (como já tínhamos anunciado), mas também no Qashqai, que continua a ser o modelo que a marca nipónica mais vende no Velho Continente. Mais tarde, o mesmo “tratamento” vai ser dado ao X-Trail, também ele a herdar o sistema PHEV e 4×4 do Outlander.

As alterações no Qashqai e X-Trail serão introduzidas durante a renovação de ambos os SUV, agendadas, segundo o responsável máximo da Nissan para a Europa, Gianluca de Ficchy, para os próximos 18 meses. E tudo indica que o primeiro dos dois modelos a ser “refrescado” será o X-Trail, o que acontecerá algures nos próximos seis meses, dado ser este o SUV que mais perdeu em vendas. Qualquer coisa como 59% nos primeiros 10 meses do ano.