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Plata teve a lata de mostrar em menos de dez minutos que pode ser de ouro (a crónica do Portimonense-Sporting)

Este artigo tem mais de 1 ano

A perder com menos um, Sporting teve quatro vitórias: ganhou em Portimão (4-2), ganhou um guarda-redes (Maximiano), ganhou uma opção ofensiva (Plata) e ganhou presença na Final Four da Taça da Liga.

Gonzalo Plata fez apenas o terceiro jogo na equipa principal do Sporting e estreou-se a marcar no Algarve
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Gonzalo Plata fez apenas o terceiro jogo na equipa principal do Sporting e estreou-se a marcar no Algarve

AFP via Getty Images

Gonzalo Plata fez apenas o terceiro jogo na equipa principal do Sporting e estreou-se a marcar no Algarve

AFP via Getty Images

Na última vez que o Sporting entrou no Estádio Municipal de Portimão, já ganhava por 2-0 aos cinco minutos. A seguir ainda sofreu, viu um golo anulado, fechou as contas com uma bomba de Raphinha que passados poucos dias seria vendido para França por 21 milhões de euros. No final, saltava sobretudo um pormenor à vista: os leões eram líderes do Campeonato (a par do Famalicão) muitos meses depois, à frente de Benfica e FC Porto. Estaria assim o “trauma” da goleada sofrida frente aos encarnados na Supertaça superado? Mero engano. Pouco mais de um mês depois, Marcel Keizer foi despedido, Leonel Pontes fez uma transição de alguns jogos, Silas assumiu o comando. A equipa vai entrar em 2020 a 13 pontos do primeiro lugar (e a nove do segundo) mas nos 16 avos da Liga Europa e a dar sinais de retoma que se vestiram quase de “milagre” no último encontro do ano civil.

Sporting vence Portimonense com reviravolta reduzido a dez (4-2) e está na Final Four da Taça da Liga

Desde que Silas chegou, algumas coisas foram mudando. É um facto. Por exemplo, a equipa sofre hoje menos golos e sobretudo concede um menor número de oportunidades aos adversários na sua área. Tão ou mais importante, tem agora um equilíbrio emocional maior do que há dois meses, onde havia um acréscimo de ansiedade com o passar dos minutos se o resultado não fosse favorável e um pico de desorientação sempre que algo não corria bem no jogo. Esta é a base que o treinador encontra nas mãos para a segunda metade da temporada, que se estende aos próprios jogadores mais vezes utilizados. Foi por isso que, em relação à equipa que goleou o Santa Clara, houve apenas uma alteração com a entrada de Rafael Camacho para o lugar de Luiz Phellype. E foi dos pés de ambos, com a velocidade de Gonzalo Plata pelo meio, que o Sporting deu a volta a um jogo perdido.

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Ficha de jogo

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Portimonense-Sporting, 2-4

3.ª jornada do grupo C da Taça da Liga

Estádio Municipal de Portimão

Árbitro: João Pinheiro (AF Braga)

Portimonense: Gonda; Anzai, Willyan, Júnior Tavares, Fernando (Bruno Tabata, 62′), Rodrigo; Dener (Iury Lírio, 88′), Pedro Sá, Lucas Fernandes; Aylton Boa Morte (Marlos Moreno, 78′) e Jackson Martínez

Suplentes não utilizados: Ricardo Ferreira, Jadson, Rômulo e Hackman

Treinador: António Folha

Sporting: Luís Maximiano; Ristovksi (Luiz Phellype, 67′), Coates, Mathieu, Acuña; Doumbia (Gonzalo Plata, 75′), Wendel (Battaglia, 83′), Bruno Fernandes; Rafael Camacho, Vietto e Bolasie

Suplentes não utilizados: Diogo Sousa, Tiago Ilori, Borja e Eduardo

Treinador: Jorge Silas

Golos: Jackson Martínez (16′), Mathieu (31′, p.b.), Vietto (37′), Rafael Camacho (77′), Gonzalo Plata (84′) e Luiz Phellype (90+5′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Bolasie (13′ e 45′), Rafael Camacho (15′), Jackson Martínez (45+2′), Fernando (58′), Bruno Tabata (74′) e Wyllian (85′); cartão vermelho por acumulação de Bolasie (45′)

Em cima do intervalo, Bolasie, naquele seu jeito meio atabalhoado, andou a fazer fintas atrás de fintas descaído na esquerda até arrancar em velocidade e tocar em Willyan com o braço. João Pinheiro, numa decisão que motivou muitos protestos leoninos, exibiu o segundo amarelo ao avançado (que falhará o clássico como FC Porto) e deixou o Sporting a perder ao intervalo e com menos um. Depois, e ao longo de 45 minutos, a equipa verde e branca não só disfarçou a inferioridade numérica como conseguiu até dar ideia de que tinha mais jogadores em campo para uma reviravolta consumada com três golos em 15 minutos que, beneficiando da derrota do Rio Ave com o Gil Vicente, valeu a passagem in extremis à Final Four da Taça da Liga. Silas ganhou o jogo, ganhou a possibilidade de lutar pelo troféu, ganhou em definitivo um guarda-redes (Luís Maximiano, de novo um dos melhores) e ganhou mais opções ofensivas, sobretudo com um talento que andava escondido há muito chamado Gonzalo Plata – e que além do golo decisivo mostrou que tem características que fazem algumas vezes falta à dinâmica da equipa.

Rafael Camacho, numa diagonal da direita para o centro após passe entre linhas de Bruno Fernandes, conseguiu a primeira tentativa de remate à entrada da área mas o remate saiu muito, muito torto com o jovem jogador a ficar a pedir um toque no pé (e com João Pinheiro a mandar seguir). No entanto, a primeira hipótese de golo seria mesmo dos algarvios, com Jackson Martínez a atirar de primeira sem deixar cair a bola descaído no lado direito da área para grande intervenção de Luís Maximiano para canto (6′). Na resposta, num trabalho individual na esquerda, Vietto conseguiu puxar a bola para o pé direito mas Gonda defendeu sem grandes problemas (9′).

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do Portimonense-Sporting em vídeo]

Enquanto o Sporting demonstrava dificuldades na primeira fase de construção, com Doumbia muitas vezes (ou até demasiadas) a rodar sobre si próprio sem soluções para ligar jogo enquanto o Portimonense esticava o jogo em campo grande tendo Aylton Boa Morte como principal referência na entrada no último terço e Jackson Martínez como unidade alvo para o último toque. Foi dessa forma que o Portimonense voltou a ameaçar a baliza leonina, de novo com Luís Maximiano em plano de evidência, antes de Rafael Camacho carregar Júnior Tavares na área. Na cobrança do castigo máximo, o avançado colombiano não deu hipóteses e inaugurou o marcador (16′).

Bolasie, primeiro num remate após jogada individual da direita para o centro e depois num lance onde trabalhou bem para ficar isolado na área, obrigou Gonda a defesas mais apertadas mas o Sporting mantinha as dificuldades para chegar à baliza contrária em ataque apoiado ou combinações coletivas, ao contrário do que se passava com os visitados que esticavam da melhor forma o jogo aproveitando a apatia dos elementos de corredor central dos leões naquelas zonas de pressão onde caía muitas vezes Lucas Fernandes e seria dos pés do brasileiro que surgiria o 2-0, com o criativo a conduzir bola até soltar para o cruzamento na esquerda de Boa Morte antes do desvio de forma involuntária de Mathieu para a própria baliza apanhando Maximiano a fazer o movimento contrário (31′).

O Gil Vicente até estava a dar uma ajuda em Vila do Conde, mantendo o empate sem golos frente ao Rio Ave que podia ajudar os leões nas contas, mas os erros na transição defensiva penalizavam os leões que, apesar disso, ainda sonharam com a reviravolta quando os dois grandes artistas da equipa combinaram bem entre si após uma jogada de autor de Bruno Fernandes a culminar com o cruzamento para Vietto fazer de cabeça na área o 2-1 (37′). Ainda antes do intervalo o Sporting ganhou esperança, ainda antes do intervalo o Sporting passou a depender quase de um “milagre”: num lance muito contestado pelos responsáveis verde e brancos, Bolasie acabou por ser expulso por acumulação depois de tocar com a mão na cara (?) de Willyan de forma involuntária (45′).

Com Rafael Camacho a começar mais por dentro e Vietto a chegar mais à frente, os leões beneficiaram de mais uma intervenção de grande nível de Luís Maximiano a desviar um remate sozinho de Aylton Boa Morte para o poste quando já se festejava no Municipal de Portimão (46′) para manterem a esperança do apuramento acesa e à mera distância de centímetros em dois lances consecutivos sempre com o argentino como protagonista: primeiro foi Coates que correu de um lado ou outro do campo para isolar o número 10 na área antes do remate ao lado (50′), depois foi o próprio Vietto que se encheu de fé, arriscou a meia distância e ficou próximo do empate (54′).

Silas arriscou, ao tirar Ristovski de campo e lançar Luiz Phellype com Camacho e Acuña a fazerem os corredores de um lado ao outro. Silas arriscou um pouco mais, ao abdicar de Doumbia à frente dos centrais para apostar no jogo rápido e na explosão de Gonzalo Plata. Silas arriscou e ganhou: em 15 minutos, e com menos uma unidade, o jogo virou por completo e o Sporting passou da desvantagem para o 4-2 com golos de Rafael Camacho (77′, após um grande trabalho individual na área com remate ao ângulo), Gonzalo Plata (84′, na sequência de um contra-ataque com assistência de Bruno Fernandes) e Luiz Phellype (90+4′, num grande remate na área depois de um passe de Vietto no seguimento de mais uma saída rápida para o ataque). E com o triunfo do Gil Vicente em Vila do Conde diante do Rio Ave, o conjunto verde e branco apurou-se para a Final Four da Taça da Liga.

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