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Gonzalo só é de Plata porque Vietto é mesmo de ouro (a crónica do Sporting-Boavista)

Gonzalo Plata marcou um golo, viu outro ser-lhe anulado e ainda assistiu Sporar. No fim, o Sporting venceu o Boavista apesar das poupanças de Silas: e Vietto continua a ser preponderante.

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O jovem avançado equatoriano assistiu Sporar para o primeiro golo dos leões e marcou o segundo

Getty Images

O jovem avançado equatoriano assistiu Sporar para o primeiro golo dos leões e marcou o segundo

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Silas nunca escondeu que Bruno Fernandes poderia sair, nunca escondeu que já estava a preparar a equipa para um período pós-Bruno Fernandes e nunca escondeu que Bruno Fernandes era naturalmente o ponto nevrálgico do Sporting. Em diferentes conferências de imprensa, chegou a dizer que ainda não sabia se poderia contar com o médio português na segunda metade da temporada, chegou a dizer que já pensava no sistema tático a adotar depois da saída do jogador e foi claro ao afirmar que quase tudo mudaria na ausência do capitão. E foi seguindo esta linha de pensamento, sem discursos circulares e sem grandes artimanhas, que Silas voltou a falar de Bruno Fernandes na antevisão da receção ao Boavista.

“Acho que ele estava muito mais fora do que aqui, por razões naturais, e eu consigo perceber perfeitamente isso. Tinha uma possibilidade que só acontece uma vez na vida e ele merece. Agora estamos a ver um Bruno que acho que nos últimos jogos não vimos. É normal. Portanto, a instabilidade que havia com ele, acabou por mexer também connosco”, garantiu o treinador leonino, que acabou por ver o discurso engrossado com a exibição de Bruno Fernandes deste domingo, contra o Watford, onde o jogador português se estreou a marcar pelo Manchester United e ainda fez duas assistências.

Ficha de jogo

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Sporting-Boavista, 2-0

22.ª jornada da Primeira Liga

Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve)

Sporting: Maximiano, Rosier (Ristovski, 82′), Ilori, Neto, Borja, Battaglia, Wendel, Gonzalo Plata, Vietto (Francisco Geraldes, 82′), Jovane, Sporar (Pedro Mendes, 73′)

Suplentes não utilizados: Diogo Sousa, Rafael Camacho, Bolasie, Doumbia

Treinador: Silas

Boavista: Helton Leite, Fabiano, Ricardo Costa, Neris, Carraça (Mateus, 89′), Reisinho (Heriberto, 76′), Ackah, Gustavo Sauer, Yusupha, Paulinho, Cassiano (Stojiljkovic, 68′)

Suplentes não utilizados: Bracali, Lucas, Obiora, Marlon

Treinador: Daniel Ramos

Golos: Sporar (13′), Gonzalo Plata (42′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Neris (22′), a Wendel (29′), a Reisinho (33′), a Rosier (54′)

Na continuação do reencontrar da equipa quase um mês depois da saída de Bruno Fernandes, o Sporting recebia este domingo o Boavista e tinha a possibilidade de regressar ao terceiro lugar, pelo menos à condição, já que o Sp. Braga só entrava em campo algumas horas depois. Os leões encontravam os axadrezados depois de um empate em Vila do Conde com o Rio Ave, que originou então essa queda para fora do pódio, mas também após uma vitória europeia convincente, a meio da semana, contra o Basaksehir em Alvalade. A prestação dos leões contra os turcos — num jogo indubitavelmente marcado pela revista feita aos adeptos à entrada do estádio, em que foi exigido o retirar dos sapatos –, onde Sporar se estreou a marcar pelo Sporting, terá motivado Silas a estabelecer uma aposta distinta e mais evidente na Liga Europa, que ficava espelhada no onze apresentado contra o Boavista.

Com Coates castigado, depois de ter sido expulso contra o Rio Ave, e Mathieu ainda lesionado, eram Ilori e Neto que asseguravam o eixo da defesa, com Rosier e Borja a surgirem nas laterais: Ristovski, titular a meio da semana, era suplente, e Acuña, que também jogou de início contra o Basaksehir, saía mesmo da convocatória. No meio-campo, Eduardo também ficava fora dos 18 e Battaglia voltava ao onze, perto de Wendel e atrás de Vietto. Na frente de ataque, para lá do quase inevitável Sporar, Jovane Cabral repetia a titularidade depois de ter sido opção inicial na Liga Europa e Gonzalo Plata também começava de início, em detrimento de Rafael Camacho e Bolasie.

Antes do início do jogo, o Estádio José Alvalade uniu-se numa homenagem a Madjer, que anunciou esta semana o fim da carreira — e durante a qual Frederico Varandas, Miguel Albuquerque e Miguel Afonso ainda ouviram alguns assobios vindos das bancadas quando entraram no relvado para dar uma lembrança ao até aqui jogador de futebol de praia. Depois da entrada com camisolas que afirmavam o combate ao racismo, numa imagem que se vai repetir em todos os jogos da jornada e que está em tudo relacionada com o caso Marega, as duas equipas apresentaram-se algo expectantes, ainda que o Sporting tenha assumido desde cedo o controlo da partida.

Nos primeiros dez minutos, o Boavista soube obrigar os leões a lateralizar o jogo e a privilegiar as subidas pelos corredores. Battaglia, Wendel e Vietto, os três homens responsáveis pela construção e que caíam na faixa central, estavam sempre pressionados e com as linhas de passe cortadas, o que forçava os dois centrais a procurar os laterais ou a transportar diretamente para Plata ou Jovane. A formação muito compacta dos axadrezados, que impedia então o avançar do conjunto do Sporting, desmontava no ataque com a procura da profundidade de Cassiano, normalmente lançado por passes verticais de Carraça entre Ilori e Borja. O Boavista rematou primeiro, por intermédio de Paulinho e depois de Yusupha, e a equipa de Silas tinha alguma dificuldade em chegar ao último terço adversário: Vietto tinha de recuar muito para dar linhas de passe, Sporar tinha de se aproximar do setor intermédio para não ficar isolado na frente e Ilori e Neto tinham de subir até depois da linha do meio-campo, o que deixava muito espaço livre nas costas em cenário de perda de bola.

A complexidade do jogo para o Sporting, com muito mérito para Daniel Ramos e para o Boavista, acabou por desvanecer com o aparecimento do primeiro golo dos leões — naquela que foi a primeira oportunidade e o primeiro remate da equipa de Silas. Gonzalo Plata bateu um livre na ala direita, Battaglia falhou o desvio ao primeiro poste e Sporar, na pequena área, desviou de primeira para abrir o marcador (13′). O avançado que chegou em janeiro a Alvalade marcou pelo segundo jogo consecutivo e estreou-se a marcar na Liga, depois de ter feito o primeiro golo com a camisola do Sporting contra o Basaksehir na quinta-feira.

Depois do golo sofrido, o Boavista espaçou os setores e abriu mais o jogo, oferecendo mais espaço ao Sporting para construir, mas não conseguiu capitalizar esse risco em oportunidades. O Sporting voltou a colocar a bola no interior da baliza de Helton Leite, por intermédio de Plata depois de um primeiro remate de Battaglia, mas o lance foi invalidado por fora de jogo do equatoriano (24′). Em vantagem, os leões souberam ser pacientes e esperar pelas investidas do Boavista, privilegiando sempre a posse de bola e a mobilidade de Vietto, que ia sendo a par de Gonzalo Plata o melhor elemento em campo. O médio argentino, com total liberdade nas costas de Sporar, aparecia nos dois corredores a apoiar Plata e Jovane, baixava no terreno para oferecer soluções a Wendel e Battaglia e era o companheiro perfeito para Sporar, que está claramente mais entrosado com a equipa e já consegue trocar de posições com Vietto para baralhar a defesa adversária.

Já perto do intervalo, com o Sporting em total ascendente na partida, Jovane descobriu Borja em velocidade no corredor esquerdo com um grande passe. O lateral tirou um bom cruzamento, a defesa do Boavista aliviou para a zona do segundo poste e Plata, vindo de trás, atirou de primeira para aumentar a vantagem dos leões (42′). O jovem avançado marcou pela segunda vez com a camisola do Sporting e juntou o golo à assistência para Sporar, assumindo um papel decisivo na partida e justificando a titularidade oferecida por Silas.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos do Sporting-Boavista:]

Numa segunda parte com o ritmo muito morno, pouco intenso, o Boavista teve mais bola mas permanecia algo inofensivo, a demorar muito tempo na hora de encontrar linhas de passe e soluções e a permitir recuperações ao Sporting ainda na fase de construção. Os leões, confortáveis com dois golos de vantagem, ofereciam a iniciativa ao adversário e apostavam principalmente na transição rápida, já que a dinâmica axadrezada deixava cada vez mais espaço livre no próprio meio-campo.

O Boavista só conseguia criar perigo relativo através de bolas paradas, o Sporting tinha facilidade em recuperar a bola e lançar-se em situações de contra-ataque e Daniel Ramos decidiu lançar Stojiljkovic, no lugar de Cassiano, para incomodar de outra forma os dois centrais leoninos. Já a pensar claramente no jogo de quinta-feira, para a segunda mão dos 16 avos da Liga Europa contra o Basaksehir, Silas tirou Sporar e Vietto e lançou Pedro Mendes e Francisco Geraldes: o modo de estar do Sporting, totalmente tranquilo, não se alterou.

Até ao final, e durante um segundo tempo muito parado e com poucos picos de interesse, destacam-se apenas os lances em que Gonzalo Plata foi derrubado por Ricardo Costa no interior da grande área do Boavista, com Nuno Almeida a consultar as imagens do VAR para decidir que não era penálti, e ainda um grande remate de Gustavo Sauer, já nos descontos, a fazer brilhar Luís Maximiano. Mesmo com muitas alterações no onze inicial, o Sporting conseguiu vencer o Boavista em Alvalade e subiu provisoriamente ao terceiro lugar, ficando à espera do resultado do Sp. Braga com o V. Setúbal. Gonzalo Plata, com um golo, outro anulado e ainda uma assistência, foi o elemento em destaque nos leões, não só pelos números óbvios mas pela dinâmica que oferece à equipa — o que não pode apagar a influência quase global de Vietto, que continua a ser o jogador ‘mais’ do Sporting e enche o campo, oferecendo soluções a praticamente todos os setores.

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