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Os cinco moradores do Bairro da Jamaica, envolvidos nos incidentes de janeiro de 2019, depois de um vídeo amador captar agressões entre locais e agentes da PSP, contestam a decisão do Ministério Público, que em outubro último acusou três deles e também um polícia. Agora, escreve o Diário de Notícias, o juiz de instrução criminal do tribunal do Seixal está a analisar o requerimento de abertura de instrução destes moradores.

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Em outubro último, o Ministério Público (MP) deduziu acusação contra uma família, mãe e três filhos, e um agente da PSP. Segundo a acusação, à data citada pela agência Lusa, o polícia de 34 anos foi acusado de um crime de ofensas à integridade física simples. Já a mulher, de 53 anos, foi acusada de um crime de resistência e coação.

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A família de cinco tinha apresentado queixa contra a equipa de intervenção envolvida nos incidentes de janeiro do ano passado, no Bairro da Jamaica. A denúncia, continua o DN, acabaria por ser arquivada. Agora, tendo em conta novas suspeitas e também novos fatos que estes moradores alegam não terem sido investigados, foi pedida a reabertura do processo.

A família em questão quer que nove agentes sejam julgados pelos seguintes crimes: ofensa à integridade física qualificada, falsificação de documento agravado, coautoria de sequestro agravado e denúncia caluniosa.

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Há duas questões que a defesa pretende ver esclarecidas, continua o jornal já citado, incluindo a decisão tomada pela magistrada do MP que não teve em conta os fotogramas do vídeo sobre os incidentes e também o facto de o ferimento na cara de um dos polícias poder ter sido, sem querer, causado pelo bastão de outro polícia.