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E de repente, quase sem aviso, a autobiografia de Woody Allen viu mesmo a luz do dia nos EUA. Foi nesta segunda-feira, noticiou a agência Associated Press, com uma primeira tiragem de 75 mil cópias e chancela da editora independente Arcade, do grupo Skyhorse Publishing. O livro intitula-se Apropos of Nothing (“A Propósito de Nada”, em tradução livre) e tinha sido rejeitado no início do mês pelo grupo editorial Hachette por pressão dos próprios funcionários.

Alvo de críticas e de um quase apagamento social e profissional – num fenómeno que os americanos têm vindo a classificar como “cancel culture” –, o realizador norte-americano, de 84 anos, consegue assim publicar a autobiografia maldita e contornar a hostilidade que sobre ele se abateu a partir do verão de 2018, no contexto do movimento Me Too e da campanha Time’s Up, de denúncia de assédio e abuso sexual nos EUA.

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