Há tradições que se mantêm, apesar das preocupações em torno da pandemia provocada pela Covid-19. Uma delas teve lugar ontem, 1 de Abril, o tradicional dia das mentiras e foram muitas as empresas a dar provas que nem o coronavírus belisca o seu sentido de humor. A Tesla viu-se envolvida numa delas, ao ser revelada uma “mentira” que muitos gostariam que fosse “verdade”.

A mentira de 1 de Abril que envolveu o construtor americano foi a decisão de, alegadamente, avançar com a alteração ao design da Cybertruck. Em vez de um modelo anguloso, que parece ser formado exclusivamente por chapa quinada, a nova Cybertruck passaria a ser muito mais consensual. A frente mantém-se afilada, com o sistema de iluminação assegurado por uma barra de LED a toda a largura do veículo. Mas, do pilar A do habitáculo para trás, tudo é novo e mais convencional, facilmente identificável como uma pick-up.

O novo desenho da Cybertruck foi avançado pela Carbuzz, que rapidamente teve reacções positivas e negativas, mas aparentemente mais do primeiro tipo. Como todas as mentiras, também esta tinha um fundo de verdade, uma vez que Elon Musk, o CEO da Tesla, já tinha admitido que iria introduzir algumas alterações na proposta inicial, o que é habitual nos protótipos. Neste caso seria ainda mais previsível, dado ter sido noticiado que a Cybertruck, tal como foi apresentada inicialmente, poderia ter algumas dificuldades em respeitar as normas de segurança, em caso de atropelamento, por exemplo, em mercados como o europeu.

Apesar das reacções positivas, é bom não esquecer que o volume de pré-encomendas granjeado pela Cybertruck no primeiro mês após a revelação do protótipo foi algo nunca visto, tento ultrapassado inclusivamente o próprio Model 3, o best-seller da casa. Daí que Musk tenha muitas dificuldades em avançar para qualquer tipo de alteração mais radical de design.