A Câmara de Espinho lançou esta terça-feira um apelo à doação de equipamento informático para distribuição pelas escolas do concelho, cujos alunos têm agora aulas à distância devido às restrições de distanciamento social impostas pela pandemia de Covid-19.

Segundo revelou o vice-presidente dessa autarquia do distrito de Aveiro, em causa está o “Educa On – Programa de apoio ao ensino à distância”, que visa recuperar equipamento informático cujos proprietários tenham deixado de utilizar e possa, por isso, ser doado a estabelecimentos de ensino.

“Nos últimos anos houve um grande desinvestimento por parte do Estado em equipamentos informáticos. Muitos dos computadores existentes estão obsoletos ou avariados. Estamos convictos de que a sociedade civil e as empresas se juntarão a esta causa de solidariedade social e de partilha”, afirmou Vicente Pinto, que é também o vereador responsável pela gestão escolar.

O autarca defendeu que “a Educação tem que ser uma causa nacional, em particular para assegurar uma escola pública de qualidade à altura do momento crítico” que se vive atualmente devido aos riscos de contágio pelo vírus SAR-CoV-2.

O seu objetivo é, assim, constituir uma bolsa de artigos informáticos que, gerida pela Divisão de Educação e Juventude, pela Divisão de Cultura e Museologia e pelos agrupamentos de escolas do concelho, permitirá encaminhar o material doado para “alunos que não possuem esse tipo de equipamento”, garantindo “igualdade de oportunidades entre todos”.

Vicente Pinto realçou que o programa “Educa On” também se propõe apoiar as próprias escolas, dotando-as de equipamento em falta para os docentes melhor disponibilizarem conteúdos aos alunos, no que serão úteis não só computadores, mas também “impressoras, tablets, telemóveis com acesso à Internet e acessórios”.

Os interessados poderão encontrar mais detalhes sobre o projeto no site’ da autarquia, sendo que a entrega de material se iniciará esta quinta-feira nas instalações da Escola EB 2,3 Sá Couto, na Rua 34, sempre aos dias úteis, entre as 9h e as 13h.

O novo coronavírus responsável pela presente pandemia foi detetado na China em dezembro de 2019 e já infetou mais de 2,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 167.000 morreram. Ainda nesse universo de doentes, mais de 537.000 foram já dados como recuperados.

Em Portugal, onde os primeiros casos confirmados se registaram a 2 de março, o último balanço da DGS indicava 735 óbitos entre 20.863 infeções confirmadas. Entre esses doentes, 1.208 estão internados em hospitais, 610 já recuperaram e os restantes convalescem em casa ou noutras instituições.

Desde 16 de março, todas as escolas, universidades, creches e espaços educativos dedicados a atividades de tempos livre deixaram de funcionar em regime presencial.

A 19 de março foi decretado o estado de emergência em todo o país, entretanto prolongado até às 23h59 do dia 2 de maio.