Era mais uma aula da telescola, desta vez de História e Geografia de Portugal para o 2.º Ciclo, e ia falar-se sobre a “expansão marítima do século XV” e a “manutenção do Império Colonial no século XX”. Mas a lição veio com uma polémica: um vídeo transmitido nessa aula era do historiador Rui Tavares, fundador do partido Livre.

Agora, o CDS quer explicações do Governo sobre a “escolha dos professores do projeto #EstudoEmCasa”, afirmando que o módulo de História tinha sido “parcialmente dado pelo historiador e político Rui Tavares, fundador do partido Livre e publicamente reconhecido como seu líder e porta-voz”.

No documento enviado esta segunda-feira ao presidente da Assembleia da República para ser reencaminhado para o ministro da Educação, o CDS colocou três perguntas a Tiago Brandão Rodrigues:

Considera aceitável a escolha de um político, independentemente do partido a que pertença, para ministrar aulas neste projeto? Não considera que as aulas, nomeadamente as aulas de História, devem ser dadas de forma politicamente isenta? Que medidas vão ser tomadas no sentido de corrigir esta situação, de modo a que não se repita?”, pode ler-se no documento a que o Observador teve acesso.

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