A Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa, agendada para 20 de junho, foi desmarcada e está a ser transformada numa rede de apoio a grupos de risco, no âmbito do combate à Covid-19, anunciou esta quarta-feira a organização.

Sob o lema “Continuamos a Marchar”, a iniciativa visa alocar os recursos da marcha para ajudar pessoas a precisarem de medicação regular, alimentação e abrigo, entre outras situações de carência, revelou a comissão organizadora, em comunicado.

Neste sentido, está a ser criada uma rede de apoio à comunidade LGBTI+, usando parte do dinheiro destinado à marcha.

Parte da verba angariada nos últimos anos, servirá também para ajudar alguns movimentos que estão a organizar respostas de emergência, “incluindo pessoas migrantes, refugiadas, trabalhadoras do sexo e ciganas”.

A iniciativa terá um âmbito alargado, por forma a chegar ao maior número de pessoas possível e inclui, além dos donativos, voluntariado e momentos de celebração, em substituição da marcha presencial.

Portugal contabiliza 1.089 mortos associados à Covid-19, em 26.182 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado esta quarta-feira.

Relativamente ao dia anterior, há mais 15 mortos (+1,4%) e mais 480 casos de infeção (+1,9%).

Das pessoas infetadas, 838 estão hospitalizadas, das quais 136 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 1.743 para 2.076.

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à Covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.