A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, destacou esta sexta-feira, no concelho de Figueiró dos Vinhos, a importância de projetos sinérgicos na estruturação da oferta turística em Portugal.

“O turismo tem de ter uma extrema preocupação em apoiar projetos sinérgicos, que resultem de várias vontades, mas que conseguem materializar-se num único desejo”, frisou a governante, que falava após a inauguração do projeto de valorização turística do Casal de S. Simão.

O município de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, investiu cerca de 400 mil euros, comparticipados pelo Programa Valorizar, na construção de um miradouro, passadiços em madeira e requalificação de um antigo caminho ancestral.

Segundo a secretária de Estado do Turismo, este projeto, integrado na Aldeia de Xisto de Casal de São Simão, é “um exemplo emblemático de sinergias e estruturação da oferta turística” ao longo do território.

Estamos continuamente preocupados em melhorar a reestruturação da nossa oferta, de estimular a procura, mas a procura só vem se tivermos uma excelente oferta, requalificando-a de forma transversal e alinhando várias vontades”, frisou Rita Marques.

Para a governante, “é muito importante ter projetos âncora, que têm de estar interligados de forma a construir uma narrativa comum, que é um desiderato que existe para manter uma certa permanência do turista nas diversas regiões e em Portugal como um todo”.

“O Programa Valorizar é um instrumento que é usado justamente para esse fim, promovendo estratégias de eficiência coletiva e projetos que possam marcar a diferença por serem sinérgicos”, sublinhou.

Salientando que o Valorizar é um “programa de sucesso”, criado após os incêndios de Pedrógão Grande em junho de 2017, a secretária de Estado de Turismo adiantou que a tutela está a trabalhar num pacote de novos apoios para o setor, no sentido de requalificar a oferta e estimular a procura. “Os regulamentos estão a ser trabalhados e o objetivo é o de que possam ser conhecidos ainda no mês de julho”, disse Rita Marques.

O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, um dos concelhos fortemente afetados pelos incêndios de Pedrógão Grande de 2017, salientou que a concretização deste projeto permite ligar três polos de atração turística: o miradouro, uma praia fluvial e uma aldeia de xisto, “num único produto que criou sinergias”.

De acordo com Jorge Abreu, os passadiços de madeira e o trilho ancestral que liga à aldeia estendem-se por uma área de cerca de dois quilómetros, estando já em execução uma segunda fase que contempla a construção de mais um quilómetro de passadiços a partir da Ermida de São Simão, num investimento superior a 100 mil euros.