O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conhecido por recorrer com frequência ao Twitter para expressar opiniões políticas e para chegar ao grande público contornando os media tradicionais, admitiu esta quinta-feira que se arrepende com frequência das mensagens que partilha naquela rede social.

Trump falava esta quinta-feira numa entrevista, nos jardins da Casa Branca, dada a Dave Portnoy, o fundador do blogue desportivo norte-americano Barstool Sports.

A dada altura durante a entrevista — que abordou, num registo informal, uma série de tópicos relacionados com a presidência de Donald Trump —, Dave Portnoy perguntou ao presidente americano se alguma vez se arrependeu de um tweet.

Trump, que tem 84 milhões de seguidores no Twitter, respondeu: “Frequentemente. Muito frequentemente“.

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“Antigamente, escrevíamos uma carta e pensávamos ‘esta carta é mesmo longa’. Pousávamo-la na secretária e amanhã voltávamos a ela e dizíamos ‘ainda bem que não a enviei’. Certo? Agora não fazemos isso com o Twitter. Não é? Publicamos instantaneamente, sentimo-nos muito bem, e depois começamos a receber telefonemas: ‘Queria mesmo dizer isto?'”, disse Trump na entrevista.

A guerra entre Trump e o Twitter que pode mudar a internet

O Presidente norte-americano detalhou que, habitualmente, não são os tweets, mas os retweets, que são problemáticos. “Vemos alguma coisa que parece bem e não investigamos”, explicou Trump. “Quase sempre são os retweets que dão problemas.”

Donald Trump tem protagonizado várias polémicas no Twitter nos últimos meses — chegou mesmo a retwittar um vídeo com um apelo à supremacia branca e múltiplas críticas feitas por proeminentes conservadores norte-americanos com críticas aos especialistas em saúde pública.

Mais recentemente, o Presidente norte-americano envolveu-se numa guerra com o Twitter, depois de a rede social ter decidido colocar fact-checks junto de alguns dos tweets de Trump.