Há mais uma troca de acusações no Twitter a envolver o secretário de Estado da Energia, João Galamba. O tema é o mesmo: o plano do Governo para o hidrogénio verde. O opositor agora é Salvador Malheiro, vice-presidente do PSD. A polémica surgiu poucos dias depois de, na sexta-feira passada, a resolução do Conselho de Ministros que aprova o Plano Nacional do Hidrogénio ter sido publicada em Diário da República e o Presidente da República ter promulgado o decreto-lei que estabelece a organização e o funcionamento do sistema nacional de gás. Este diploma define as condições para o desenvolvimento e a regulação das atividades de produção de gases de origem renovável e de produção de gases de baixo teor de carbono, bem como para a incorporação desses gases no SNG (sistema nacional de gás).

No entanto, no texto que acompanha a informação sobre a promulgação, Marcelo Rebelo de Sousa faz eco de ressalvas que já circulam no espaço público sobre a nova aposta verde da política energética dos socialistas. O Presidente chama a “especial atenção às observações da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, e nomeadamente quanto aos custos futuros do Sistema Nacional de Gás, incluindo, naturalmente, a introdução de novas componentes de rendibilidade a ser comprovada, —  matéria que exigirá ponderação no momento de se aplicar o atual regime genérico”.

Mais acutilante, o vice-presidente do PSD, Salvador Malheiro, manifestou preocupação via Twitter de que o comprometimento em força com a nova tecnologia venha a ter custos para os contribuintes a favor de lobbies, reafirmando a posição contrária dos social-democratas, que já tinha sido sinalizada por Rui Rio no último debate quinzenal

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