O deputado socialista Pedro Sousa quer saber se o Governo prevê investir na ponte móvel do Porto de Leixões, em Matosinhos, interditada até 25 de setembro devido a uma avaria, e se equaciona a construção de outra travessia.

Numa pergunta dirigida ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação, o deputado questiona se está previsto algum investimento ao nível da manutenção e conservação preventiva da ponte que garanta “maior fiabilidade” e que evite futuras avarias.

A travessia automóvel e pedonal entre Leça da Palmeira e Matosinhos, no distrito do Porto, está interditada desde terça-feira e até dia 25 de setembro devido a uma avaria técnica na ponte móvel.

Ponte móvel entre Leça da Palmeira e Matosinhos interditada devido a avaria

O transporte de passageiros entre estes dois locais, feito através de autocarro, é assegurado gratuitamente pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), responsável pelo equipamento.

Desde a sua inauguração, em julho de 2007, a ponte sofreu quatro avarias, nomeadamente em 2013, 2018, 2019 e agora em 2020.

As “frequentes avarias” e consequentes encerramentos da circulação geram “profundos constrangimentos” aos residentes e utilizadores daquela plataforma viária, disse Pedro Sousa.

E, por esse motivo, o socialista interroga o Governo sobre a existência de condições para o estudo e execução do alargamento da Autoestrada 28 (A28), designadamente entre Matosinhos (saída do viaduto da A28) e a rotunda AEP.

Além desta hipótese, Pedro Sousa quer ainda saber qual a viabilidade de construção de uma terceira travessia, por forma a libertar o “afluxo excessivo” de trânsito na ponte móvel de Leça e viaduto na A28.

As populações não podem ficar isoladas sempre que a ponte móvel avariar, nem impossibilitadas ou bastante dificultadas nos seus movimentos pendulares laborais diários”, defendeu.

Pedro Sousa, enquanto presidente da União de Freguesias de Matosinhos — Leça da Palmeira, questionou já a APDL sobre o sucedido, na sequência do qual esta informou tratar-se de uma situação imprevista.

Também o PCP/Matosinhos pediu esclarecimentos à administração portuária, mostrando-se “perplexo” com mais uma avaria.