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Fernando Santos anunciou esta quinta-feira a convocatória para o triplo compromisso da Seleção Nacional neste mês de outubro. Portugal defronta Espanha num particular de preparação para as duas jornadas consecutivas da fase de grupos da Liga das Nações, contra França e Suécia, sendo que os jogos contra espanhóis e suecos estão marcados para o Estádio José Alvalade e terão público nas bancadas.

A Seleção Nacional defronta Espanha no próximo dia 7 de outubro (19h45), viaja até Paris para jogar contra a campeã mundial França no dia 10 (19h45), aqui já a contar para a Liga das Nações, e regressa a Lisboa para encontrar a Suécia no dia 14 (19h45), também numa partida da competição onde Portugal surge como detentor do título. De recordar que, no início de setembro, a Seleção venceu nas duas primeiras jornadas da Liga das Nações, contra a Croácia (4-1) e a Suécia (0-2).

Cerca de um mês depois da última convocatória, Fernando Santos faz poucas alterações ao lote de jogadores: saem Domingos Duarte (Granada), André Gomes (Everton) e Gonçalo Guedes (Valencia), entram Rúben Semedo, William Carvalho, Rafa Silva e Daniel Podence. De recordar que este último, apesar de já ter sido convocado anteriormente, nunca se estreou pela Seleção Nacional e ainda aguarda a primeira internacionalização.

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As 26 escolhas do selecionador nacional para os três encontros foram então as seguintes:

Guarda-redes: Anthony Lopes (Lyon), Rui Patrício (Wolverhampton), Rui Silva (Granada)

Defesas: João Cancelo (Manchester City), Nélson Semedo (Wolverhampton), José Fonte (Lille), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Manchester City), Rúben Semedo (Olympiacos), Mário Rui (Nápoles), Raphael Guerreiro (Borussia Dortmund)

Médios: Danilo Pereira (FC Porto), Rúben Neves (Wolverhampton), William Carvalho (Betis), Bruno Fernandes (Manchester United), João Moutinho (Wolverhampton), Renato Sanches (Lille), Sérgio Oliveira (FC Porto)

Avançados: Daniel Podence (Wolverhampton), Rafa Silva (Benfica), André Silva (Eintracht Frankfurt), Bernardo Silva (Manchester City), Cristiano Ronaldo (Juventus), Diogo Jota (Liverpool), João Félix (Atl. Madrid), Trincão (Barcelona)

De recordar que na última concentração da Seleção, precisamente para os jogos contra a Croácia e a Suécia, Fernando Santos tinha convocado 25 jogadores, a saber: Anthony Lopes, Rui Patrício e Rui Silva; João Cancelo, Nélson Semedo, Domingos Duarte, José Fonte, Pepe, Rúben Dias, Mário Rui e Raphael Guerreiro; Danilo Pereira, Rúben Neves, André Gomes, Bruno Fernandes, João Moutinho, Renato Sanches e Sérgio Oliveira; André Silva, Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo, João Félix, Gonçalo Guedes, Diogo Jota e Trincão.

Sobre a presença de adeptos nos jogos em Alvalade, Fernando Santos voltou a sublinhar que está de acordo com o regresso progressivo do público aos estádios. “Desde o início que me manifesto em relação a isso. O público é fundamental, a sua presença, por aquilo que traz ao jogo, o ambiente, o apoio, é fundamental. O futebol sem público é futebol na mesma e com o hábito de não haver público as coisas vão fluindo na mesma. Neste momento fluem. Mas é sempre diferente. Acho que respeitando sempre o que é mais importante para nós que é a saúde pública, o futebol deve ter público. Desejo que esta oportunidade que foi concedida para os jogo da seleção possa ter reflexo naquilo que são jogos dos campeonatos. Para mim é claro que, num estádio com capacidade para 50, 60 mil adeptos, é bom para o espetáculo, jogadores, para tudo. Estou de acordo com o regresso”, afirmou o selecionador nacional.

Fernando Santos concordou ainda com a ideia de que Portugal tem nesta altura um lote de convocados “estável”. “Não é por haver três ou quatro novos que é sinónimo que esses não regressem. Temos um lote muito alargado e a Seleção é muito alargada. Estou muito satisfeito com o comportamento daqueles que desta vez não vêm e tenho confiança absoluta neles. Entendi que nesta janela devia optar por outros jogadores, mantendo as características essenciais. Qualidade é o fator principal. Temos o plano de jogo, o nosso pensamento e em jogo depende muito do que o adversário deixa, mas é importante as características dos jogadores. Isso tem algum peso e há confrontos diferentes. Para determinado confronto, um jogador mais rápido, mais vertical, menos vertical, pode ser mais importante. É nesta base que na Seleção vamos fazendo as escolhas. Uma equipa que joga com três centrais convoca mais centrais, por exemplo. Tudo o que tem a ver com plano estratégico é que vai ditando a convocatória, mas não em relação à qualidade. Há jogadores que não vieram de quem gosto, mas no padrão atual se calhar têm menos características. Em 2016, Portugal tinha mais médios no meio-campo, agora está com jogadores nas alas. São características diferentes, que ditam as convocatórias”, explicou, garantindo depois que o jogo com Espanha, apesar de ser um particular, não poderá ser desvalorizado.

“Experiências não direi e relativizar também não. Não podemos fazer isso com a Espanha. Relativizar um confronto entre duas seleções deste gabarito era muito negativo. Agora, se é comparar entre um jogo que vale pontos e outro não é diferente. Mas o jogo com a Espanha é muito importante e não podemos relativizar de forma nenhuma. Aqui não há experiências. Mas vai jogar a equipa que entender pensando que quatro dias depois há outro jogo. Agora vamos passar a ter cinco substituições”, concluiu o selecionador nacional.