A família real britânica está mais uma vez em rota de colisão uma série de alegadas revelações bombásticas: depois de Finding Freedom, o livro que conta a história do relacionamento de Meghan Markle com o príncipe Harry, ter chegado às prateleiras de todo o mundo, um novo título quer desenterrar uma série de “esqueletos” sobre a relação entre os filhos da princesa Diana. Ou pelo menos assim afirma o seu autor.

Segundo a revista Town and Country, Battle of Brothers: William, Harry and the Inside Story of a Family in Tumult, que é publicado já a 15 de outubro, é assinado pelo historiador e biógrafo britânico Robert Lacey (consultor histórico da série “The Crown”) dá especial atenção à relação nem sempre fácil entre os duques de Cambridge e Sussex. Escrito com a colaboração de uma fonte próxima da família real, o livro detalha as várias peripécias do Megxit, por exemplo, bem como histórias pessoais dos dois irmãos britânicos.

O britânico Daily Mail publicou este fim de semana alguns excertos deste novo livro e algumas revelações têm alimentado as páginas de outros títulos. De acordo com Battle of Brothers, Isabel II simpatizava com Meghan Markle, existia um conteúdo escondido na mensagem de Natal que a rainha fez em 2019 e houve um pedido de William para evitar o casamento de Harry.

A capa de “Battle of Brothers”, o livro de Robert Lacey que é colocado à venda a 15 de outubro

Isabel II era fã de Meghan Markle

O livro de Robert Lacey conta que “Isabel II sempre teve um carinho especial pelo duque de Sussex” e “ficou encantada com a chegada de Meghan”, dando as boas-vindas à “nova e emocionante dimensão de juntar uma pessoa multiracial à identidade de Windsor”. Mesmo assim, também se alega nestas novas páginas que a monarca finalmente acabou por sentir que o duque e a duquesa de Sussex se tinham tornado “erráticos e impulsivos”, comportamento que a levou a impedi-los de usar o título Sussex Royal.

A forma como Harry e Meghan lidaram com o nascimento e batizado de Archie irritou muita gente

O casal quebrou o protocolo real “sobre o anúncio do nascimento de Archie, que ao contrário de todos os outros nascimentos reais dos tempos modernos, ocorreu em total sigilo”. Lacey continua: “Isso foi seguido por uma recusa de tornar públicos os nomes dos padrinhos. Tanto a monarca, como o palácio e todas as partes interessadas no casal e no seu filho defendem o anúncio de quem são os padrinhos do novo bebé real.” Acrescenta ainda que alguns “amigos” de William deram a entender que o futuro rei não consegue compreender como é que uma questão tão básica de princípio constitucional continue a ser maltratada.

A mensagem subtil da comunicação de Natal da rainha em 2019

Isabel II optou por não exibir imagens de Harry, Meghan e Archie durante sua mensagem de Natal de 2019 — algo que na altura causou bastante alarido entre os seguidores da família real. Lacey explica que “quem aparece e não aparece na mesa de fotografias da mensagem de Natal mostra quem estava a favor e contra” o status quo que Harry e Meghan romperam com o chamado Megxit.

Harry não gostou do que viu num retrato oficial da família real

O retrato oficial da rainha com o príncipe Carlos, o príncipe William e o príncipe George foi interpretado por Harry como um sinal da sua família. Lacey diz que a imagem mostrava “todos os herdeiros vivos — e sugeria que não era necessário um ‘suplente'”. As fontes do historiador explicam até que William foi quem se mostrou mais entusiasmado pela forma como o retrato foi preparado: “era como se Harry tivesse sido ‘desirmanad0′”, escreve.

William pediu ao irmão da princesa Diana que impedisse Harry de se casar

A dada altura, William começou a ficar preocupado com o ritmo rápido a que seguia o relacionamento do irmão Harry com Meghan, de tal forma que chegou a pedir ajuda ao tio, irmão da mãe, Charles Spencer. Lacey escreve: “Ocasionalmente, o irmão mais novo de Diana interpretava o papel de uma espécie de padrinho honorário para os rapazes. Houve uma altura em que este concordou com o pedido de William para ver o que poderia fazer a propósito do relacionamento de Harry, mas o resultado da intervenção de Spencer deu numa explosão ainda mais amarga. Harry não só se recusou a desacelerar como ficou ainda mais furioso com o irmão mais velho por este estar a arrastar outros membros da família real para este assunto.”

A realeza não foi consultada sobre as ações judiciais que Harry e Meghan apresentaram contra a imprensa

Quando o casal decidiu abrir processos contra a News International, o grupo Mirror e a Associated Newspapers durante uma viagem por África em 2019, os membros da família real não foram informados com antecedência. Lacey diz que “o casal alinhou-se contra três das maiores empresas de média da Grã-Bretanha sem sequer falar com a rainha ou o príncipe Carlos.”

Harry atravessava um período sensível em termos de saúde mental antes de conhecer Meghan

Defensor declarado de instituições solidárias ligadas à saúde mental, o duque de Sussex teve os seus próprios problemas com doenças deste género: chegou mesmo a afirmar que antes de entrar nos 30 anos esteve “perto de um colapso completo em várias ocasiões”. Lacey alega que foi William quem sugeriu que “Harry fizesse terapia”.

A rainha sugeriu que Harry e Meghan se mudassem para África

Robert Lacey alega que a rainha e o seu ex-secretário particular, Sir Christopher Geidt, bem como o ex-diplomata Sir David Manning, trabalharam em conjunto para traçar um plano que envolvesse “a saída de Harry e Meghan do país por um período decente”, de forma a “dar um descanso a toda a gente”. “Esperava-se alcançar uma solução que garantisse ao casal a sua honra e algumas responsabilidade, um papel na sua amada Commonwealth, um símbolo de confiança altamente pessoal”. “Pensou-se que a África do Sul poderia ser o lugar certo para eles”, embora o plano não tenha saído do papel.

As tensões entre os irmãos começaram muito antes da chegada de Meghan

Apesar de ambos terem uma tendência para festas e descontrolo na adolescência, Lacey observa que foi Harry quem ganhou a reputação menos positiva. “Nada seriamente desacreditável jamais foi escrito sobre o futuro William V”. Harry foi quem ficou com o rótulo de o “patife”, isto enquanto “William foi considerado perfeito aos olhos do público”. “Se ele realmente era ou não… era função do mais novo fazer-nos rir, reclamar ou sentir desaprovação”, conta Lacey. Explica ainda que esta narrativa “fez Harry ficar ressentido e até alienado”. Isto serve para justificar que Meghan não foi fulcral no afastamento dos irmãos.