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Pai de Meghan Markle denunciado por posse de pornografia infantil. Duquesa de Sussex diz que sabia de "alegações perturbadoras" desde 2018

Thomas Markle, de 82 anos, foi denunciado pelo filho, que diz ter encontrado centenas de imagens de abusos sexuais a menores. Meghan já reagiu e diz que sabia de "alegações perturbadoras" desde 2018.

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▲Meghan explica agora que se afastou do pai para "proteger os filhos"

WireImage

▲Meghan explica agora que se afastou do pai para "proteger os filhos"

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Thomas Markle, o pai de Meghan Markle, foi denunciado às autoridades por posse de pornografia infantil, avançou o The Sun. A denúncia partiu do próprio filho, meio-irmão da duquesa de Sussex, que terá encontrado o material na residência onde o homem de 82 anos vivia nas Filipinas. Numa declaração divulgada na manhã desta sexta-feira, Meghan afirma que foi avisada em 2018 pela Polícia Metropolitana sobre “alegações perturbadoras” contra o pai e justifica o seu afastamento com a intenção de proteger os filhos. Thomas Markle nega as acusações, enquanto a outra meia-irmã de Meghan, Samantha, em declarações ao Daily Mail, diz que o caso foi “inventado” pelo irmão.

De acordo com o The Sun, a polícia filipina prepara-se para apreender as alegadas provas, enquanto o FBI estaria a estudar a possibilidade de abrir uma investigação nos Estados Unidos. Já o subsecretário do Departamento de Justiça das Filipinas, Nicholas Ty, em declarações à agência de notícias estatal do país citadas pela BBC, disse que as autoridades estavam “atualmente a investigar o assunto”.

O pai de Meghan mudou-se para as Filipinas, vindo do México, em 2025. Em dezembro, foi submetido à amputação de uma das pernas, um procedimento de emergência depois de ter sido diagnosticado com um coágulo. Em maio de 2026, o pai de Meghan regressou aos EUA para receber cuidados de saúde, e terá deixado o material incriminatório para trás.

O filho, Thomas Markle Jr., de 60 anos, terá encontrado as imagens no verão, enquanto procurava um telemóvel antigo para a namorada filipina no meio das caixas com os pertences de Thomas Markle. O primeiro vídeo terá sido descoberto guardado neste aparelho. De acordo com Thomas Jr., as vítimas aparentavam ter no máximo 10 ou 11 anos.

As primeiras denúncias terão sido feitas a 10 de julho. Thomas Jr. diz ter contactado a linha direta do FBI, o Centro Nacional para Crianças Exploradas e Desaparecidas dos EUA e a polícia estadual da Pensilvânia, de onde Thomas Markle é natural. Depois de não receber resposta das autoridades, Thomas Jr. continuou com uma investigação própria. 

Diz que verificou quatro grandes caixas de papelão e pediu ajuda a um especialista de TI para recuperar os conteúdos de três discos rígidos de computadores antigos. “Havia uma quantidade inacreditável de coisas — filmes caseiros antigos da família em fitas VHS, livros, nove telemóveis, além dos prémios Emmy que ele ganhou pelo seu trabalho na TV. Mas também havia muitos outros itens preocupantes que eu nunca tinha visto antes — livros antigos que estavam cheios de fotos de meninas nuas”, descreve ao The Sun.

“Quando encontrei esse material, fiquei horrorizado e não tive outra opção a não ser denunciar o meu pai”, disse Thomas Jr., que diz já ter prestado depoimento à polícia especializada em abuso infantil, nas Filipinas, ainda na noite da passada quinta-feira. “Não falarei com o meu pai nunca mais, a menos que seja chamado para depor contra ele.”

Internado numa clínica na Flórida, Thomas Markle nega as acusações. Em declarações ao Daily Mail, diz que está “em choque, magoado e triste” com as alegações feitas pelo filho. “Nunca poderia fazer aquilo de que está a acusar-me. É a pior coisa que alguém pode ser acusado de fazer.” Já a outra meia-irmã de Meghan, Samantha, de 61 anos, que atualmente é a principal cuidadora de Thomas Markle, diz que o irmão é um “mentiroso”. Samantha alega que o pai não tinha acesso ao local onde o material incriminatório terá sido encontrado. “Os computadores foram embalados no México e colocados num navio cargueiro. Depois, ficaram armazenados na cave de um prédio nas Filipinas”, afirma. “O meu irmão começou a espalhar essas mentiras algumas semanas atrás, quando o dinheiro que recebia do meu pai foi cortado. Ele usou o meu pai como uma fonte de renda por anos e, quando o dinheiro acabou, inventou as mentiras mais absurdas que pôde para tentar ganhar dinheiro com a imprensa.”

▲ Em 2018, antes do casamento de Harry e Meghan, Thomas Markle falou com vários órgãos de comunicação social sobre a relação com a filha

Meghan diz que sabia de “alegações perturbadoras” desde 2018

Já na manhã desta sexta-feira, Meghan reagiu através de um comunicado divulgado na imprensa. A duquesa de Sussex está de relações cortadas com Thomas Markle desde 2018, depois de o pai ter vendido informações, fotografias e até uma carta pessoal para a imprensa na véspera do casamento real. A última comunicação conhecida entre ambos terá sido em dezembro de 2025, quando Thomas Markle esteve internado, e a duquesa decidiu enviar uma carta ao pai.

“Estou profundamente consternada com as notícias que vieram a público nas últimas 24 horas, e os meus pensamentos estão com todas as crianças que possam ter sido prejudicadas”, afirma Meghan na declaração, revelando que já sabia sobre “alegações perturbadoras” acerca do pai desde quando entrou para a família real britânica. “Em 2018, foi enviada uma carta à Polícia Metropolitana e à Proteção da Realeza e de Pessoas Especiais. Essa carta foi posteriormente partilhada comigo. Continha alegações preocupantes e perturbadoras contra o meu pai, e recebi garantias de que estavam a ser investigadas.”

Meghan justifica, então, o motivo de se ter mantido afastada do pai durante os últimos anos. “Espero que agora se possa compreender que, apesar da distorção de certas publicações dos media ao longo dos anos, qualquer afastamento do meu pai e a minha decisão de não permitir que ele tivesse contacto com os nossos filhos se deveu a um único motivo: protegê-los.” Thomas Markle nunca chegou a conhecer os dois netos, Archie e Lilibet.

“Confiei que as autoridades estavam a fazer o mesmo por outras famílias”, diz ainda Meghan, sobre o facto de o caso não ter sido investigado até agora. “Embora a extensão do que foi descoberto seja mais repugnante do que se possa imaginar, a minha sincera esperança é que a justiça seja feita e que a prioridade continue a ser a segurança e a proteção de crianças inocentes”.

O caso acontece numa altura em que Harry e Meghan regressam ao centro dos holofotes — enquanto o príncipe insiste numa reconciliação com a família real. Desde o início de 2025 que o casal tem estado mais presente nas redes sociais e na imprensa, e em agosto os duques de Sussex decidiram regressar ao Reino Unido, onde os filhos, Archie e Lilibet, iniciaram o ano letivo. Desde então, o casal fez apenas uma aparição pública — estiveram em Nottingham a visitar projetos sociais que apoiam desde antes de deixarem a realeza britânica. A visita foi amplamente acompanhada pela imprensa e pelo público, num roteiro muito parecido com as tours reais. Aliás, o local escolhido para este primeiro compromisso não foi por acaso: Nottingham também foi o palco da estreia de Harry e Meghan como casal real, em 2018.

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