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Ana Gomes considerou insuficientes as medidas para conter a evolução da epidemia de Covid-19 anunciadas este sábado pelo governo. No comentário que protagoniza na SIC Notícias, a candidata à presidência da República questionou: “Visto que há muitas referências à necessidade de salvar o Natal, [pergunto] se elas serão suficientes”.

“Se não forem suficientes, e se inclusivamente se admite que se venha a ter um reforço delas na primeira quinzena de dezembro para salvar o Natal, então porque é que isso não é tomado já e porque é que elas não são explicadas?”, prosseguiu Ana Gomes: “Não é bom ficarmos com uma sensação de estarmos a meio da ponte”.

A ex-eurodeputada defendeu que se devem apertar as medidas antes da rutura de camas dos cuidados intensivos. E sublinhou que há uma “necessidade de regulação entre o Serviço Nacional de Saúde e as disponibilidades dos privados, que têm capacidades”.

“Isto exige não só que não se deixe as negociações para um momento já muito perto da rutura, em que obviamente o Estado estará a negociar numa posição de maior debilidade, e também que não se deixe este assunto ficar nas mãos de entidades fragmentadas, sejam hospitais ou as ARS”, alertou.

Como, para Ana Gomes, o estado de emergência não agrada à maioria dos partidos, a socialista sugere que a Assembleia da República avance para uma lei de emergência sanitária, que “fosse além das leis que agora temos”. Esta lei permitiria impor o recolhimento obrigatório, por exemplo.

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