A Remote, startup que criou uma plataforma para gestão de recursos humanos em teletrabalho e tem o português Marcelo Lebre como um dos fundadores, fechou uma ronda de investimento Série A no valor de 35 milhões de dólares (29,6 milhões de euros) para expandir o negócio. A ronda foi liderada pela sociedade de capital de risco Index Ventures e contou ainda com a participação da Sequoia Capital, Two Sigma Ventures, General Catalyst e quatro investidores privados.

No total, a Remote já recebeu 46 milhões de dólares em investimento, servindo o mais recente para “promover a sua solução como a mais compatível e competitiva do setor”, refere em comunicado, e para expandir o negócio para 30 países até ao final do ano. A startup diz ainda que tem conseguido duplicar a sua base de clientes todos os meses desde o início do ano.

Fundada em 2019 pelo atual presidente executivo, Job van der Voort, holandês a viver desde 2011 em Portugal (atualmente em Braga), e Marcelo Lebre, o diretor tecnológico, a Remote desenvolveu uma plataforma que permite às empresas facilitar o processo de contratar colaboradores em qualquer lugar. Por um lado, as empresas têm mais opções de recrutamento e, por outro lado, os trabalhadores têm acesso a mais oportunidades de emprego. “Pessoas que antes não podiam trabalhar para empresas mais ambiciosas por causa da sua localização agora podem, através da Remote, ganhar um salário e com mais benefícios dos que conseguiriam encontrar localmente”, refere a startup.

O trabalho remoto tornou-se quase numa norma para milhares de empresas e prevemos que mais de 40% dos empregos na área do conhecimento serão híbridos ou totalmente remotos nos próximos anos. Acreditamos que as empresas devem ser capazes de empregar qualquer pessoa no mundo e que as oportunidades devem ser acessíveis, independentemente de onde a pessoa mora”, explica Job van der Voort, diretor e cofundador da Remote, citado em comunicado.

O responsável da startup acrescenta que este novo investimento vai permitir à startup “continuar a construir ferramentas para facilitar o trabalho remoto às empresas”. A empresa não tem escritórios físicos e toda a equipa funciona em teletrabalho. Mesmo assim, e apesar de a sede ser em São Francisco, no EUA, e a startup ter sido aí fundada, mais de metade da equipa, trabalha a partir de Portugal.