António Horta Osório foi proposto para presidente não executivo do conselho de administração (chairman) do Credit Suisse, instituição financeira suíça que é um dos maiores bancos de investimento mundiais.  A eleição ocorrerá na assembleia geral de 30 de abril. Horta Osório, que é presidente do Lloyds, irá suceder a Urs Rohner que vai abandonar o cargo em 2021, por ter atingido 12 anos de mandato.

O sucessor foi escolhido por um comité nomeado pelo conselho de administração que desenvolveu, de acordo com um comunicado, um intenso processo de seleção com um foco internacional, tendo avaliado um número elevado de candidatos especialmente qualificados, acabando por propor o nome de Horta Osório que será o primeiro não suíço a liderar a instituição com sede em Zurique.

O banqueiro português de 56 anos é ainda o presidente executivo do grupo Lloyds Bank, o maior banco de retalho britânico, mas tinha já anunciado a decisão de abandonar este cargo no próximo ano. Para já, e nos próximos cinco meses, o banqueiro vai concluir a implementação do plano estratégico apresentado em 2018 e assegurar a transição da liderança para o seu sucessor de uma forma tranquila e organizada, de acordo com informação já divulgada pelo banco britânico.

Horta Osório fez toda a sua carreira na área financeira, tendo começado pelo Citigroup em Portugal. Mas foi no grupo Santander que deu nas vistas chegando a presidente do Santander Negócios em 1996. Foi ainda no grupo espanhol, do qual chegou a ser vice-presidente, que iniciou uma carreira internacional. Horta Osório liderava o Santander no Reino Unido quando foi contratado em março de 2011 para o Lloyds pelo Governo britânico quando a instituição estava intervencionada pelo Estado devido à crise financeira. Sob a sua liderança, o Lloyds voltou a ser um banco privado em 2017.

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O Conselho de Administração do Credit Suisse tem como funções a direção-geral, a supervisão e o controlo do grupo bancário que tem presença em 50 países. Os membros deste órgão, incluindo o presidente, estão sujeitos a uma eleição individual na assembleia-geral apenas para um ano de mandato. No entanto, a sua reeleição é possível até desejada de forma a promover o desenvolvimento de conhecimentos específicos do negócio e criar as condições para este órgão desafiar de forma adequada a gestão, refere ainda um comunicado.

No mesmo comunicado, o atual chairman do Credit Suisse manifesta-se extremamente feliz por propor um profissional reconhecido e com provas dadas para seu sucessor. “Estou convencido que, sujeito a eleição na próxima assembleia gera e graças ao seu currículo impressionante de realizações, António Horta Osório vai dar uma contribuição maior para o sucesso futuro do banco como líder na gestão da riqueza e na banca de investimento.

Já Horta Osório é citado a afirmar que está encantado por ter sido proposto como chairman do conselho de administração. “Este é um tempo de grande oportunidade para o grupo, para os seus colaboradores, clientes e acionistas.”