Uma semana, duas equipas, duas finais. Benfica e Sp. Braga encontravam-se esta noite em Aveiro para discutir o primeiro troféu de sempre na Taça da Liga de futebol feminino, na antecâmara da final da Taça de Portugal, ambas ainda relativas à temporada de 2019/20. E com uma particularidade: Filipa Patão, treinadora das encarnadas que substituiu Luís Andrade no comando técnico, estava na luta por dois troféus nos três primeiros jogos.

“Espero um Sp. Braga motivado, tal como nós. Ninguém joga uma final sem ser para ganhar. Perderam algumas jogadoras na transição de um ano para outro mas tenho a certeza que não é indicador de fraqueza. Será ainda mais trabalho. O nosso rigor e forma de estar foi a pensar num Sp. Braga muito, muito forte. Trabalhei para isto uma vida inteira, lutar para ter a oportunidade de fazer algo diferente. O Benfica é o meu clube de coração e foi aqui que me formei. Isto é o culminar de anos de trabalho e o alcançar de um objetivo que sempre pretendi”, destacava na antecâmara Filipa Patão, que se estreou com uma vitória por 3-0 frente ao Futebol Benfica.

O primeiro objetivo foi cumprido e as encarnadas (a jogar com o equipamento alternativo) derrotaram de forma convincente as atuais campeãs nacionais por 3-0, com Nycole a ser uma das principais protagonistas com um golo e duas assistências num jogo onde houve VAR e esteve particularmente ativo, anulando (bem) dois golos.

O primeiro tempo começou com Cloé Lacasse a deixar uma ameaça inicial, aproveitando um erro da guarda-redes Marie Hourihan, mas foi o Sp. Braga que teve mais tarde duas aproximações com algum perigo à baliza de Carolina Vilão, incluindo um remate de ângulo apertado de Ágata. A superioridade na posse por parte das encarnadas só deu frutos no último quarto de hora antes do intervalo, com Catarina Amado a ver um golo anulado na sequência de um livre por posição irregular de Carole Costa no primeiro desvio (36′) e Cloé Lacasse a marcar em cima dos 45′, numa jogada iniciada na esquerda, passou pelos pés de Ana Vitória, rodou até à direita e Nycole na assistência.

A segunda parte teve mais uma vez o VAR como protagonista, desta vez para anular o empate ao Sp. Braga por fora de jogo de Cindy Konig após assistência de calcanhar de Dolores para o remate cruzado (48′), mas essa seria uma das últimas oportunidades das minhotas na final, que ficou decidida com um golo de Ana Vitória na única prova onde ainda não tinha marcado após nova assistência de Nycole (63′), que faria o 3-0 de penálti (74′) já depois de uma ameaça de Laura Luís à baliza de Carolina Vilão e que sentenciaria em definitivo a partida.