A maior parte dos portugueses – 42% – defende que as escolas devem manter-se encerradas até à Páscoa, no início de abril. Esta é uma das conclusões de uma sondagem da Aximage para JN/DN/TSF que inquiriu uma amostra de cidadãos sobre este tema e demonstrou, também, que uma grande maioria – 82% – concorda que o Governo deve prolongar (pelo menos) à primeira quinzena de março o encerramento.

Com várias personalidades a pedirem uma reabertura das escolas já no início de março, tendo por base a melhoria recente dos números da pandemia em Portugal, esta sondagem da Aximage vem demonstrar que apenas 15% dos portugueses consideram que essa reabertura deverá acontecer já nos próximos dias. Quando questionados sobre se “mantendo-se esta quebra nos números diários da Covid-19, acha que o Governo deve alargar o encerramento das escolas à primeira quinzena de março”, 82% disseram que sim (com os restantes 3% a dizerem que não sabem ou não respondem).

Com menos de um em cada cinco portugueses a defender uma abertura imediata das escolas, a sondagem questionou as pessoas, então, sobre quando é que essa reabertura deveria acontecer. À pergunta “na sua opinião, até quando é que as escolas devem ficar encerradas?”, a maior fatia dos inquiridos indicou que o mais recomendável seria o regresso às aulas presenciais após 4 de abril, isto é, após o fim de semana da Páscoa.

Por outro lado, 27%, cerca de um em cada quatro portugueses, acreditam que esse é um plano que deve ser preparado com vista a um regresso em “meados de março”. Por outro lado, 9% prefeririam ver as escolas fechadas até maio e 15% “até ao verão”. De resto, 17% disseram não saber ou não querer responder.

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A sondagem revelou, ainda, que 40% dos portugueses fazem uma avaliação negativa da forma como o Governo preparou este regresso ao ensino à distância, que acabou por se confirmar neste início de 2021. Uma proporção menor dos inquiridos, 29%, tem uma avaliação positiva.

Por outro lado, e apesar da clara preferência por se manter as aulas à distância, uma maioria dos portugueses – 54% – considerou que não é rentável o ensino à distância, no que diz respeito à aprendizagem dos alunos (“pouco rentável” ou “nada rentável”). Apenas 24% consideram que o ensino à distância é “rentável” ou “muito rentável”.