A Direção Regional da Saúde (DRS) da Madeira garante que os números reportados no Boletim Epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) esta sexta-feira não correspondem — mais uma vez — à realidade da região, uma discrepância que a região diz acontecer com frequência. E não está sozinha. Ao Observador também a DRS dos Açores assume a existência de discrepâncias. Entre as críticas, está a alegada contabilização como casos dos arquipélagos madeirenses e açorianos que testam positivo à Covid-19 no continente — algo que não acontece, por exemplo, com continentais infetados identificados pelas autoridades regionais.

Os números indicados são geradores de desinformação junto da população e são prejudiciais para a dinâmica do setor do turismo na região. Os números fidedignos são os dados reportados, diariamente, pela Direção Regional de Saúde, de forma clara, segura e transparente”, lê-se na nota da Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil (SRS) enviada ao Observador.

Confrontada, fonte oficial da DGS confirma a existência de discrepâncias pontuais e uma diferença maior identificada no final de janeiro em relação à Madeira, mas afirma que as situações podem ser sempre corrigidas e “reitera a confiança nos dados fornecidos diariamente sobre a epidemia Covid-19”.

O Observador sabe que mesmo nas regiões do continente há divergências entre os números recolhidos pelas Autoridades Regionais de Saúde (ARS) e aqueles comunicados pela DGS.

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