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Dados “com caráter provisório”, que “poderão ser ainda alvo de validação” e que podem “não coincidir com aqueles reportados pelo boletim diário da DGS”. São alguns dos pontos focados na descrição que acompanha os dados de vigilância epidemiológica da Covid-19 cedidos pela Direção-Geral da Saúde aos cientistas. Uma base de dados incompleta e com erros graves, desde homens grávidos (até uma criança de cinco anos) e desconhecimento de doenças prévias. Mas também uma base de dados que não conseguiu proteger a identidade dos doentes — mais de 90% dos mortos são potencialmente identificáveis, acusam alguns dos investigadores. A DGS garante que não.

O ficheiro recebido pelos investigadores a 4 de agosto tem os dados dos doentes com Covid-19, como idade, sexo, se teve de ser hospitalizado, que cuidados recebeu e se recuperou ou não da doença, até ao dia 30 de junho. É o segundo ficheiro que os investigadores recebem — o primeiro chegou em abril —, apesar de todos esperarem atualizações mais frequentes. “Tínhamos informação que os dados iriam ser atualizados semanalmente”, diz ao Observador Cristina Santos, investigadora no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (Cintesis). “Só que as atualizações semanais nunca chegaram.”

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