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O Governo está a negociar com a Associação Portuguesa de Casinos (APC) “soluções que permitam resgatar as empresas concessionárias de jogo e repor a solvabilidade do setor”.

Um acordo na generalidade já terá sido alcançado, pelo que as empresas estão confiantes de que, em breve, poderão finalmente ser tomadas medidas concretas para aliviar as perdas provocadas pela pandemia e aliviadas em cerca de 50% — pelo menos no que ao jogo físico diz respeito; de acordo com o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos, as receitas dos casinos caíram em 2020 para os 159,7 milhões de euros, mas o jogo online subiu 57% para os 336,3 milhões.

A revelação de que as conversações com o Governo estão em curso foi feita na passada sexta-feira no Relatório e Contas do grupo Estoril-Sol, responsável pelos casinos de Lisboa, do Estoril e da Póvoa, e está a ser avançada esta segunda-feira pelo Público (conteúdo fechado), ainda que sem as confirmações de Ministério da Economia, Turismo de Portugal (que tutela o regulador dos 12 casinos a funcionar em Portugal) ou APC, presidida por Jorge Armindo, que é também administrador da Estoril-Sol.

Segundo o documento, que dá conta de um prejuízo de 12,9 milhões de euros em 2020, depois de no ano anterior terem sido alcançados lucros de 14,5 milhões, o ano transato da Estoril-Sol também “já se encontrará completamente comprometido”, nomeadamente “por via da força das limitações de funcionamento que o Governo resolveu aplicar decorrentes da pandemia”.

Para os responsáveis do grupo, que encerrou os seus casinos a 14 de março do ano passado e aderiu ao layoff simplificado, para voltar depois a abrir portas em junho, ainda que com horários limitados, em 2021 perspetiva-se “uma dramática quebra de atividade que sem a existência de medidas de apoio por parte do Governo porá seguramente em causa a sobrevivência do negócio”.

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