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Um compasso de espera, mais um compasso de espera, a presença de Petit na zona de entrevistas rápidas, mais um compasso de espera, nada. Ou melhor, a mesma indicação que tinha existido depois dos jogos com o Farense, com o Rio Ave e agora com o Belenenses SAD: nenhum responsável dos azuis e brancos iria marcar presença na flash interview da SportTV. Mais de 20 dias depois, Sérgio Conceição continuaria sem falar publicamente.

No entanto, e se as imagens valessem por palavras, em alguns momentos mais parecia o último jogo do técnico ao serviço do FC Porto. A começar pela presença de toda a família num camarote do Dragão, com esse momento bonito em que o filho mais novo do clã Conceição começou aos saltos com a camisola do FC Porto quando viu o irmão Francisco entrar em campo e com outro irmão também dos dragões, Rodrigo, a rir-se com o episódio.

No relvado, foi Pepe que assumiu a palavra na habitual roda com todos os elementos dos azuis e brancos. Uma roda mais longa, com Sérgio Conceição de cabeça baixa a levantar de quando em vez para olhar para o capitão de equipa, a terminar com o grito de guerra. Depois, os abraços. Pepe foi procurar o treinador para trocar um abraço, Marchesín fez o mesmo e ficou a trocar algumas palavras com Sérgio Conceição. O significado do gesto só os próprios poderão explicar mas soou a despedida e isso foi percetível entre quem iam passando.

Antes, naquele que foi o 28.º encontro consecutivo do FC Porto sem derrotas no Campeonato (não perde desde o desaire em Paços de Ferreira, em outubro) e a terceira goleada seguida após o empate no clássico com 12-1 em três jogos, Sérgio Conceição voltou a fazer história: naquela que foi a 150.ª vitória do técnico no Campeonato, o número 1 dos azuis e brancos tornou-se o primeiro treinador de sempre em Portugal a completar quatro épocas consecutivas com 80 ou mais pontos, tendo sido duas vezes campeão e ficado outras tantas no segundo lugar.

Em atualização

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