Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, desresponsabilizou mais uma vez o ministério que lidera dos festejos em Lisboa, em maio, após a vitória do campeonato nacional de futebol do Sporting Clube Portugal. Quanto a ter validado um despacho com os moldes da celebração, e em resposta a jornalistas numa visita ao Funchal, o governante afirmou: “Não há nenhuma validação dos festejos, é um delírio de quem diz isso”. “Os festejos são iniciativa de um clube e o modelo foi definido entre o clube e a autarquia e a polícia de segurança pública”, adiantou, não tendo respondido sobre se vai ou não continuar  no cargo que ocupa.

De acordo com o Eduardo Cabrita, “não cabe ao governo fazer festejos, não cabe ao governo organizá-los”. “Cabe garantir aquilo que é o quadro de segurança que a polícia de segurança pública num contexto de uma iniciativa de um clube garantiu em condições extremamente difíceis e que foram objeto de análise”, continuou.

Festejos do Sporting. PSD quer ouvir Eduardo Cabrita: “Ministro mentiu com todos os dentes”

O governante socialista evitou falar sobre uma eventual demissão do cargo, um pedido que tem sido feito pela maioria dos partidos da oposição. Não respondendo sobre qual será a sua continuidade no cargo, afirmou: “Não vou falar daquilo que é o estado calamitoso da oposição“, referiu Cabrita. “Vou falar de resultados, temos os cinco melhores anos de segurança de interna”, afirmou.

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Tanto o PSD como o CDS-PP têm afirmado que Cabrita validou os festejos do Sporting. “Eduardo Cabrita, terá validado por despacho, na véspera da conquista do campeonato de futebol pelo Sporting, a realização dos festejos exatamente nos moldes em que estes vieram a ocorrer, contrariando o proposto pela Direção Nacional da PSP que desaconselhava o modelo que veio a realizar-se”, acusaram os sociais-democratas na semana passada.

No debate do Estado da Nação, na última quarta-feira, a deputada centrista Cecília Meireles, apontou o dedo ao governante referindo o mesmo despacho. Este comentário levou o primeiro-ministro, António Costa, a afirmar que não conhecia este despacho nem deu sobre nenhuma instrução relativamente ao documento.