Um homem foi abatido pelas autoridades neozelandesas após ter atacado seis pessoas com uma faca num supermercado num subúrbio de Auckland esta sexta-feira à tarde. O extremista, originário do Sri Lanka, estava identificado e a ser monitorizado pela polícia, informou a primeira-ministra. O ataque foi inspirado pelo Estado Islâmico.
O ataque aconteceu pelas 14h40 (3h40 em Lisboa), num supermercado no interior de um centro comercial no bairro de New Lynn, em Auckland. A faca utilizada foi comprada pouco antes, no interior da loja, informou o comissário da polícia, Andrew Coster. O indivíduo agiu sozinho, disse Coster. Um dos seis feridos está em estado muito crítico e três em estado crítico, refere a CNN.
A cidade no norte da Nova Zelândia encontra-se em isolamento devido a um surto de Covid-19. Apenas os supermercados e outros estabelecimentos que vendem bens essenciais podem estar abertos e os habitantes só estão autorizados a sair de casa para comprar alimentos, medicamentos ou para fazer exercício físico.
A primeira-ministra classificou o incidente como um “ataque terrorista” levado a cabo por um “extremista violento contra neozelandeses inocentes”. Numa conferência de imprensa, Jacinda Ardern explicou que o atacante vivia na Nova Zelândia há dez anos e há cerca de cinco que era considerado “uma pessoa de interesse” mas, por lei, não podia ser mantido na prisão.
“Estou confiante de que fizemos tudo o que podíamos dentro dos limites da Lei”, diz comissário da polícia
No momento do ataque, inspirado pelas ações do grupo Estado Islâmico, o homem estava a ser seguido pelas autoridades. Foi rapidamente abatido. “Sei que esta situação levanta questões sobre se a polícia podia ter agido mais depressa ou ter feito mais”, afirmou o comissário. “Estou confiante de que fizemos tudo o que podíamos dentro dos limites da Lei (…). Fizémos tudo o que podíamos para o monitorizar. O facto de termos conseguido agir em 60 segundos mostra isso”, citou a CNN.
“Foi odioso, foi errado. Foi perpetrado por um indivíduo, não por uma fé”, declarou a primeira-ministra. “Ele carrega sozinho a responsabilidade por estes atos.”
O centro comercial foi encerrado. Ambulâncias e uma força policial permanecem no local, que foi isolado. “Estamos chocados e tristes com o que aconteceu no LynnMall esta tarde. (…) A situação está agora nas mãos da polícia. Não podemos fornecer mais detalhes”, pode ler-se no Facebook do LynnMall Shopping Centre.
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