Um magnata russo, que teve problemas há 15 anos por alegada lavagem de dinheiro, fez uma doação de 100 mil libras (117 mil euros ao câmbio atual) à fundação do Príncipe Carlos, que tem sede na Escócia. A oferta acabou rejeitada pelo comité de ética da fundação, mas apenas depois de o herdeiro do trono britânico ter supostamente aceitado. Por isso, a entidade escocesa que regula as organizações de caridade decidiu abrir uma investigação, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

O príncipe terá enviado uma carta a agradecer a doação ao empresário e banqueiro Dmitry Leus, que foi condenado em 2004 por lavagem de dinheiro — embora mais tarde a decisão tenha sido revertida. E não só, de acordo com o Mail on Sunday e o Sunday Times, Carlos terá proposto também um encontro para depois da pandemia. No entanto, o comité de ética da fundação, depois de perceber de onde vinha o dinheiro, acabou por rejeitar a oferta russa.

A polémica surge pouco tempo depois de o Mail on Sunday ter dado conta de um email — enviado por um intermediário entre a fundação e os doadores —, que deixa aquela entidade sob suspeita. O jornal indica que os doadores poderiam pagar 100 mil libras (o mesmo valor oferecido pelo magnata russo), tendo, dessa forma, acesso a um jantar luxuoso com o Príncipe Carlos.

Mas não ficou por aqui. Dias depois, o presidente desta fundação, demitiu-se na sequência de outra polémica. O jornal Sunday Times noticia que Michael Fawcett terá oferecido ajuda a um empresário saudita, que faz doações à fundação, para que conseguisse a cidadania britânica.

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Príncipe Carlos enfrenta nova polémica: assessor demite-se após relatos de alegados favores a milionário saudita