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O escritor sul-africano Damon Galgut é o vencedor do Booker Prize de 2021, com o romance The Promise. O anúncio foi feito esta quarta-feira ao início da noite pela presidente do júri, a historiadora Maya Jasanoff, durante uma cerimónia conduzida pela jornalista Samira Ahmed a partir do teatro da BBC Radio, em Londres. O evento contou com a presença dos seis nomeados, mas sem a presença de público.

The Promise é a história de três gerações da família Swart, natural de Pretoria, onde o autor cresceu. Um reflexo da atmosfera do país, a história dos Swart é também uma reflexão sobre a passagem do tempo.

A obra vai ser publicada ainda este ano em Portugal pela Relógio d’Água, traduzida por José Mário Silva, com o título A Promessa, anunciou esta quinta-feira a editora.

Damon Galgut, que recebeu o prémio das mãos do vencedor do ano passado, Douglas Stuart, aceito-o  em nome da literatura sul-africana, “em nome de todas as histórias escritas e por escrever, os escritores ouvidos e não ouvidos. Por favor continuem a escutar-nos. Há muito mais por vir”, declarou.

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Dizendo-se honrado por receber o Booker Prize, Galgut, que foi nomeado duas vezes para o prémio, afirmou que este demorou “muito tempo a chegar”, mas agora sentia que não o merecia. “Podia ter ido para qualquer um de vocês”, declarou, dirigindo-se aos outros nomeados, presentes na plateia: Anuk Arudpragasam, Patricia Lockwood, Richard Powers e Maggie Shipstead.

A longlist e shortlist do Booker Prize foram reveladas em julho e setembro, respetivamente. À semelhança do ano passado, os momentos-chave do prémio de ficção em língua inglesa aconteceram mais tarde do que o habitual. No ano passado, a organização do prémio viu-se obrigada a repensar o formato de apresentaçaõ na sequência da pandemia do novo coronavírus.

Além de Maya Jasanoff, o júri deste ano era composto pelo escritor e antigo arcebispo da Cantuária, Rowan William; a atriz Natascha McElhone; o romancista e duas vezes nomeado para o Booker Prize, Chigozie Obioma; e a jornalista Horatia Harrod.

No ano passado, o prémio foi atribuído a Douglas Stuart, por Shuggie Bain. Stuart foi o segundo autor de nacionalidade escocesa a receber o galardão.

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Notícia atualizada às 15h45 de dia 4 de outubro