Um, dois, dez, quase 20. Todos de fato e gravata, quase sempre verde, e à exceção de um adepto equipado a rigor com uma t-shirt branca com o slogan da campanha “Pelo meu Sporting”. “Este é o homem, é este o homem”, atirou depois de ter tirado uma fotografia com os membros da lista. Grande parte dos elementos acabou por não subir do hall VIP à sala do Conselho Diretivo no piso 3, todos tinham cadernos com muitas folhas com tudo sobre a primeira candidatura às eleições, anunciada ainda em maio de 2020.
“Propomos apresentar uma alternativa vinda da bancada. Queremos tentar apresentar uma visão diferente, melhorar o que precisa de ser melhorado no clube e dar voz a tantos sócios que se reveem naquilo que prometemos no nosso programa que, modéstia à parte, é o melhor e mais vasto programa alguma vez apresentado numa eleição aos órgãos do Sporting”, começou por explicar Nuno Sousa, gestor de 45 anos do Porto que chegou a Alvalade ladeado por João Gaspar, líder da lista da Mesa da Assembleia Geral, e Hélder Amaral, antigo deputado pelo CDS que estará também nos nomes que serão sufragados a 5 de março.
“Espero que haja um debate entre os candidatos e que esse debate seja clarificador sobre cada um deles. A partir daí, os sócios fazem a sua avaliação. Queremos que entre na mente dos sócios o projeto que temos para os próximos quatro anos. Estamos aqui a apresentar um projeto do que achamos que é o melhor para o Sporting. Queremos um futuro de um clube moderno, mais inclusivo e em que a sustentabilidade e equilíbrio financeiro sejam pontos chave”, referiu, antes de voltar a colocar a tónica nos associados.
“A relação com os sócios precisa de ser melhorada. Temos de engrandecer cada vez mais o clube e ter uma maior proximidade aos sócios, algo que não tem acontecido”, acrescentou, antes de subir ao piso 3 para entregar os 2.000 votos com que se apresenta a estas eleições, além das listas candidatas aos três órgãos sociais e o programa eleitoral que foram recebidos pelo ainda presidente da Mesa da Assembleia Geral, Rogério Alves, que terá nas eleições de 5 de março o último ato como dirigente do Sporting.