Uma derrota cruel contra o Atl. Madrid, uma derrota traumática contra o Club Brugge, um empate lisonjeiro contra o Estoril. O FC Porto ressurgia da paragem para os compromissos das seleções com apenas uma vitória nos últimos quatro jogos e tinha no Sp. Braga um adversário que poderia tornar-se anjo ou vilão — por um lado, era o triunfo ideal para enterrar a crise; por outro, aumentava as chances de novo desaire para engordar a crise.

Crises à parte, a verdade é que a receção aos minhotos fez com que Sérgio Conceição quebrasse o silêncio. O treinador do FC Porto não falava publicamente desde a tal goleada sofrida contra o Club Brugge, na Liga dos Campeões, mas não fugiu à antevisão do jogo grande da jornada nem ao comentário ao apedrejamento do carro da própria família precisamente após a derrota frente aos belgas.

Ficha de jogo

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FC Porto-Sp. Braga, 4-1

8.ª jornada da Primeira Liga

Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)

FC Porto: Diogo Costa, Rodrigo Conceição (Grujic, 75′), Pepe, David Carmo, Wendell (Zaidu, 85′), Bruno Costa (Otávio, 66′), Stephen Eustáquio (Gabriel Veron, 85′), Uribe, Pepê, Evanilson (Galeno, 75′), Taremi

Suplentes não utilizados: Cláudio Ramos, Fábio Cardoso, Danny Loader, Toni Martínez

Treinador: Sérgio Conceição

Sp. Braga: Matheus, Fabinho (Víctor Gómez, 45′), Tormena (Álvaro Djaló, 68′), Niakaté, Sequeira, Iuri Medeiros (Uros Racic, 45′), Al Musrati, André Horta (Tiago Sá, 86′), Ricardo Horta, Simon Banza (Abel Ruiz, 45′), Vitinha

Suplentes não utilizados: Rodrigo Gomes, Paulo Oliveira, Diego Lainez, Castro

Treinador: Artur Jorge

Golos: Evanilson (32′), Stephen Eustáquio (34′), Pepe (ag, 55′), Pepê (63′), Galeno (90+6′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Iuri Medeiros (23′), a David Carmo (29′), a Fabiano (38′), a Sequeira (41′), a Diogo Costa (74′); cartão vermelho direto a Matheus (84′)

“Cheguei ao FC Porto aos 15 anos. Fui campeão todos os anos em que aqui estive como jogador e como treinador fui campeão três vezes em cinco anos. Tive a ajuda de toda a estrutura, da equipa técnica e dos jogadores para ser o técnico mais titulado, a par do Artur Jorge. Mas nada conta. E pelos vistos, para as pessoas, também não. Não podemos passar a linha limite entre a paixão e a vontade de vencer e a estupidez. Foi um gesto inqualificável e isolado. Não revejo nesse gesto todos os que amam o FC Porto”, disse Sérgio Conceição antes da receção ao Sp. Braga onde os dragões iriam procurar alcançar os minhotos na classificação e ficar em igualdade pontual no segundo lugar do Campeonato.

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