A TAP lamentou esta quinta-feira a greve marcada pelos tripulantes e garantiu que continuará a trabalhar para um novo Acordo de Empresa digno “para ambas as partes” e que respeite esforço investido pelos portugueses na companhia.

A TAP lamenta a decisão e continuará a trabalhar com os tripulantes de cabina numa solução de novo Acordo de Empresa para a classe que seja digna para ambas as partes e respeite também o esforço que todos os Portugueses investiram na Companhia”, disse fonte oficial da transportadora aérea, em resposta escrita à Lusa.

Os tripulantes da TAP vão avançar com uma greve nos dias 8 e 9 de dezembro, decidiram em assembleia geral do Sindicato Nacional Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), disseram fontes sindicais à Lusa.

Num comunicado aos associados, a que a Lusa teve acesso no dia 23 de outubro, a direção do SNPVAC informou que pediu uma assembleia geral para “debater o atual momento da empresa e apresentar as conclusões retiradas pela direção sobre a proposta de AE [Acordo de Empresa] enviada pela TAP, além de deliberar eventuais medidas a tomar – não descartando o recurso à greve”.

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O sindicato dos tripulantes justifica o pedido de convocatória com os “sistemáticos atropelos” ao Acordo de Empresa em vigor e ao Acordo Temporário de Emergência.

A isso, diz, somam-se a “falta de respeito que a TAP tem vindo a ter perante os tripulantes” e as “mais do que questionáveis decisões de gestão que acabam por ter um impacto direto e indireto” na vida destes trabalhadores.

A situação “culminou mais recentemente com a denúncia do Acordo de Empresa em vigor, acompanhado de uma proposta de AE inenarrável”, acrescenta.