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É o único norte-americano a residir na região de Donetsk. Aos 62 anos, Russell Bentley, mais conhecido entre os pró-russos como “Texas”, defende Putin e a sua fé no Kremlin é inabalável.

Para o antigo soldado norte-americano, a invasão da Ucrânia em fevereiro não foi uma surpresa. E mais: em entrevista ao El Confidencial mostrou-se obcecado com a ideia de desnazificação do país liderado por Zelensky.

“É verdade que há ucranianos que não querem ser libertados. Não vou negar”, admitiu, apesar de considerar que, para o povo de Donetsk e da Rússia, o mais importante é a “desnazificação” da Ucrânia. “Vamos fazer isso de uma forma ou de outra”, frisou Russell Bentley.

Há cinco anos, “Texas” casou-se com uma ucraniana, que prestou atenção ao que o marido foi dizendo ao longo da entrevista ao El Confidencial, mas que não teceu considerações. Desta forma, não é possível perceber se concorda ou não com a perspetiva de Russell Bentley, que considerou que esta “não é uma guerra civil entre russos e ucranianos”. “Está é uma guerra contra os nazis do século XXI que matam pessoas em Donbass”, acrescentou.

O antigo soldado, autodenominado comunista, disse ao mesmo jornal espanhol que o número de “nazis” — que descreve como “cães raivosos e cobras venenosas” — que matou não é o “suficiente”. “Eu honestamente acho que lhes estamos a fazer um favor ao matá-los”, defendeu.

Em março, “Texas” chegou a partilhar imagens suas na linha da frente a combater com soldados pró-russos, dá conta a revista Newsweek. Agora, porém, já terá deixado as armas e define-se como um “guerreiro da informação”, tendo um blog onde escreve notícias sobre a guerra na região ucraniana do Donbass desde 2014.

Antes de morar em Donetsk, o norte-americano vivia no Texas. Atualmente, sente-se “mais em casa” do que em “qualquer outro lugar do mundo”. Ao falar, é comum citar Fidel Castro ou Che Guevara e dizer que despreza “todos os racistas e nazis”.

Sobre Putin, “Texas” garantiu que o Presidente russo não é “perfeito”, mas que não existe outro líder com as mesmas competências: “É o melhor que temos para lutar contra aquele 1% que quer despovoar o mundo e escravizar o resto”.