As cheias que estão a atingir várias regiões do centro da China já provocaram pelo menos 15 mortos. Há também várias pessoas desaparecidas. Perante a gravidade da situação, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu esforços redobrados para proteger vidas e propriedades, avança o Guardian.

A chuva forte obrigou pelo menos 85 mil pessoas pessoas a deixarem as casas (10 mil só na província de Hunan) e destruiu pontes e vários edifícios. A Sky News divulgou um vídeo onde é possível ver um prédio residencial a ser destruído pelo caudal aumentado de um rio.

Para além de Hunan, a chuva forte provocou também estragos na cidade de Chongqing, que tem é uma das maiores cidades da China, com 16 milhões de habitantes. Na província vizinha de Sichuan, mais de 460 mil pessoas foram afetadas pela chuva torrencial. As primeiras estimativas apontam para prejuízos a rondar os 600 milhões de yuans (cerca de 76 milhões de euros). Pelo menos 7500 hectares de plantações agrícolas foram destruídos.

A chuva intensa está agora a deslocar-se para norte, em direções às províncias de Liaoning, Jilin e Heilongjiang. O mês de julho tem sido extremamente chuvoso um pouco por todo o país, com os serviços meteorológicos chinesas a alertaram que o país pode esperar “vários desastres naturais em julho, incluindo inundações, tufões e altas temperaturas”.

O presidente Xi exigiu que as autoridades dessem prioridade máxima à segurança das pessoas e das propriedades, e que melhorassem a coordenação e avisos à população, de acordo com a agência estatal Xinhua.

Entre maio e setembro, vive-se a época das monções na China. No entanto, as alterações climáticas têm tornado mais extremos e intensos os fenómenos climáticos, aumentando os níveis de destruição ao longo dos últimos anos.

Ainda no início de junho, chuvas torrenciais provocaram 22 mortos, também nas províncias de Hunan, Sichuan e Chongqing.