Siga aqui o nosso liveblog sobre a guerra na Ucrânia
Pela terceira noite consecutiva, Moscovo foi alvo de um ataque noturno de drones ucranianos. O ataque não provocou feridos mas atingiu um edifício que serve de morada a três ministérios russos: Desenvolvimento Digital, Economia e Desenvolvimento Industrial.
Além deste ataque a Moscovo, o Ministério da Defesa russo disse ainda ter impedido um ataque de drones ucranianos a três navios civis durante esta noite no Mar Negro. A Ucrânia já negou as alegações, dizendo que são “fictícias” e que não têm “um pingo de verdade”, com o conselheiro Presidencial de Volodymyr Zelensky a garantir que Kiev “não atacou, não está a atacar e não atacará” alvos civis.
Zelensky promete mais ataques à Rússia: “Vai sentir as consequências do nosso trabalho”
Eis um resumo dos restantes acontecimentos deste que já é o 524.º dia da invasão:
O que se passou durante a noite?
- O conselheiro da presidência ucraniana Mykhailo Podolyak previu que haverá mais “drones não identificados, colapso, conflitos civis e guerra” em território russo. A mesma ideia foi repetida ao final do dia pelo Presidente ucraniano: “Os ocupantes vão definitivamente sentir as consequências do nosso trabalho”.
- A Polónia denunciou que dois helicópteros bielorrussos violaram o espaço aéreo perto da fronteira, levando Varsóvia a anunciar um reforço de soldados na fronteira. A Bielorrússia negou a acusação, que descreveu como um pretexto “aumentar presença militar”.
- O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acredita que o homólogo russo, Vladimir Putin, não vai “aguentar nem mais dez anos” no poder. “Ele não é mais quem era”, notou o Chefe de Estado ucraniano numa entrevista à Globo.
- O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, acusou os Estados Unidos de querem “destruir a Europa”. “Os norte-americanos têm destruído a Europa desde a época do Trump”. Sobre o grupo Wagner, descreveu-os como “lutadores genuínos que estiveram na guerra e perderam muitos amigos”.
- John Kirby, porta-voz do conselho de segurança nacional norte-americano, indicou que os Estados Unidos não veem, de momento, “uma ameaça” de que o grupo Wagner vá atacar a Polónia.
- A Procuradoria-geral da Ucrânia anunciou que desvendou um “esquema de evasão de larga escala” no serviço militar do país, tendo desencadeado buscas para o efeito.
- Nas últimas 24 horas, terão ardidos pelo menos onze escritórios de alistamento na Rússia, noticiou o portal Mediazona citado pelo órgão independente russo Meduza.
- O porta-voz do Kremlin garantiu que a Rússia está “pronta” para “retornar imediatamente” aos acordo de cereais no Mar Negro, suspenso desde meados de julho, “depois de as condições” impostas por Moscovo serem “concretizadas”.
O que se passou durante a tarde?
- Um ataque russo contra a cidade de Kherson, no sul a Ucrânia, atingiu um centro de saúde e matou um médico, deixando ainda uma enfermeira em estado crítico. Os Médicos Sem Fronteiras confirmam o ataque.
- A União Europeia alertou Moscovo para não utilizar o ataque de drones que danificou um edifício de escritórios em Moscovo como “pretexto para uma nova escalada” do conflito;
- O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, afirmou que metade das armas nucleares táticas russas prometidas pelo Kremlin já estão posicionadas no país;
- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia chamou o embaixador da Polónia em Kiev por causa de comentários considerados “inaceitáveis”, feitos pelo conselheiro presidencial para política externa;
- A Islândia encerrou a embaixada em Moscovo devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia, tornando-se o primeiro país europeu a tomar a medida, anunciou o Governo islandês;
- A mais recente atualização da UNESCO revela que um total de 274 locais de interesse cultural na Ucrânia que foram danificados desde o início da guerra.
O que se passou durante a manhã?
- Um novo ataque com drones a Kharkiv durante a noite atingiu o centro da cidade e uma universidade e fez um ferido;
- A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, comparou o ataque a Moscovo no passado dia 30 de julho com o ataque terrorista em Nova Iorque, a 11 de setembro de 2001 e classificou os métodos do regime ucraniano como terroristas. O Kremlin já se distanciou do comentário. “Não, não vemos isso”, disse o porta-voz, Dmitry Peskov.
- A China impôs esta terça-feira restrições à exportação de aeronaves aéreas não tripuladas (drones) civis de longo alcance, citando a guerra na Ucrânia e a preocupação de que os aparelhos possam ser convertidos para uso militar;
- Valery Gerasimov, o chefe do estado maior do exército russo, que não era visto desde a rebelião do grupo Wagner há mais de um mês, terá visitado as tropas russas na frente de batalha em Zaporíjia.