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Um grupo de peritos da ONU emitiu esta terça-feira uma nota em que expressa o seu “alarme” relativamente a “alegações credíveis” sobre violações “flagrantes” de direitos humanos de que estarão a ser alvo mulheres e meninas da Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Segundo o texto, mulheres e meninas palestinianas estarão a ser mortas de forma arbitrária em Gaza, “em sítios onde procuraram refúgio, ou enquanto fugiam”, dizem os funcionários da ONU, em “choque”, e atribuindo as mortes às forças israelitas.
A nota também fala em preocupações com as detenções arbitrárias dos mesmos grupos, onde se incluem ativistas humanitárias ou jornalistas. E fala num tratamento “desumano e degradante” que estarão a receber, e que incluirá não terem acesso a produtos menstruais, comida ou medicamentos. Uma das mulheres terá sido presa dentro de uma “jaula”.
Também há relatos de “várias formas de abusos sexuais”, incluindo buscas enquanto estavam nuas, e violações. Estes peritos pedem uma investigação independente e urgente a estes relatos, que podem “constituir violações graves de direitos humanos internacionais e lei humanitária”.