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Grupo ativista Just Stop Oil pintou o túmulo de Charles Darwin na Abadia de Westminster: "1.5 está morto"

Este artigo tem mais de 1 ano

Duas ativistas climáticas vandalizaram o túmulo de Darwin como protesto para com a falta de ação governamental nas questões climáticas, após ser divulgado que 2024 foi o ano mais quente de sempre.

A abadia de Westminster continua aberta ao público, não havendo antecipações quanto a danos permanentes ao túmulo de Darwin
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▲A abadia de Westminster continua aberta ao público, não havendo antecipações quanto a danos permanentes ao túmulo de Darwin

▲A abadia de Westminster continua aberta ao público, não havendo antecipações quanto a danos permanentes ao túmulo de Darwin

Duas ativistas climáticas do grupo Just Stop Oil pintaram com spray o túmulo de Charles Darwin, situado na Abadia de Westminster, em Londres, esta segunda-feira.

O incidente ocorreu por volta das 9h30, quando as ativistas climáticas se dirigiram ao túmulo do autor de A Origem das Espécies (1859) para escrever “1,5 está morto”, conta o The Guardian.

As palavras pintadas no túmulo do cientista inglês são uma referência à confirmação por parte da Organização Metereológica Mundial (OMM) — uma agência das Nações Unidas (ONU) — de que 2024 não só foi o ano mais quente desde que há registo — ultrapassando 2023 nesse quesito — como foi o primeiro ano a ultrapassar os 1,5ºC de aquecimento em comparação com a era pré-industrial: um importante limite estabelecido por cientistas de todo o mundo de forma a evitar um colapso climático.

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Segundo a Polícia Metropolitana, “a abadia entrou em trabalhos imediatos para limpar o túmulo, não havendo antecipações de danos permanentes” — e não foi fechado ao público.

As duas ativistas foram identificadas e são Alyson Lee, de 66 anos, professora assistente reformada de Derby, e Di Bligh, de 77 anos, ex-chefe executiva do distrito de Reading. Ambas foram detidas pela Polícia Matropolitana de Londres por causarem danos no túmulo de Darwin.

“Nós estamos a tentar fazer com que o nosso governo aja quanto às alterações climáticas: não estão a fazer o suficiente”, declarou Alyson Lee, num discurso após a pichagem.

Já Di Bligh disse que avançaram com a vandalização do túmulo por acreditarem que “já não existe esperança no mundo”: “Decidimos fazer isto no túmulo de Darwin em específico porque ele estaria a rebolar no seu caixão ao perceber que nos estamos a aproximar da Sexta Extinção em Massa”.

Segundo o jornal The Morning Star, Di Bligh citou Darwin relembrando os princípios do darwininismo que defendem a adaptabilidade da espécie como o requisito único e fundamental para a continuidade e evolução da espécie. “Se não trabalharmos em conjunto para limitarmos o poder das grandes corporações e dos bilionários, a Humanidade não irá conseguir adaptar-se para aquilo que vier”.

As ativistas que vandalizaram o túmulo de Charles Darwin lamentaram que o limite dos 1,5ºC “que era suposto garantir a segurança” da humanidade tenha sido superado, alertando ainda para as mais diferentes e recentes catástrofes naturais, nomeadamente os fogos da Califórnia em curso.

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O grupo climático Just Stop Oil foi fundado em 2022. Desde então, foram responsáveis por diversas ações diretas, nomeadamente a vandalização da embaixada norte-americana em Londres (em novembro de 2024), da obra Girassóis, de Vincent Van Gogh (outubro de 2022) e do Stonehedge (junho de 2024).

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Desde a fundação do grupo, já foram detidos 3,000 membros, principalmente devido a vandalismo ou protestos constrangedores para com a via pública.

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Charles Darwin morreu no dia 19 de abril de 1882, estando sepultado na Abadia de Westminster desde 26 de abril do mesmo ano, apesar da preferência por parte da família em sepultá-lo no cemitério da igreja de St. Mary’s, na localidade de Down, onde vivia. É um dos três cientistas sepultados na Abadia de Westminster, juntamente com Isaac Newton e Stephen Hawking.

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