Um voluntário da polícia indiana foi condenado a pena de prisão perpétua pela violação e homicídio de uma médica num hospital em Calcutá. O crime, que aconteceu em agosto de 2024, gerou uma onde de protestos e greves por profissionais de saúde a uma escala nacional.

Sanjay Roy foi condenado mas continua a negar as acusações, afirmando que “foi incriminado e que procurava clemência”, noticia a agência Reuters, esta segunda-feira. O juiz Anirban Das defende ter reunido “provas circunstanciais” que declaram Roy como culpado. A polícia federal acredita que o caso pertencia à categoria “mais rara” e, por isso, merecia pena de morte, mas esta ideia não foi partilhada pelo juiz.

“Não o considero um crime da categoria mais rara”, esclareceu Das antes de definir a sentença: “Prisão perpétua, ou seja, prisão até à morte”. O advogado de Sanjay Roy disse que iriam recorrer da decisão do tribunal, à procura da absolvição do condenado.

Os pais da vítima, de 31 anos, demonstraram não estar satisfeitos com a investigação e acreditam que estiveram envolvidas mais pessoas na morte da filha. Os seus advogados, Amartya Dey e Rajdeep Haldar, reiteram a ideia de uma “conspiração maior”, que precisa de ver mais pessoas na mira da lei.

Durante as semanas que se seguiram aos acontecimentos do dia 9 de agosto, mais de 8.000 médicos do sistema nacional de Saúde, no estado de Maharashtra, paralisaram as operações em todos serviços, à exceção das urgências. Na capital e em outras grandes cidades, os profissionais de saúde saíram às ruas para expressar a sua solidariedade com o caso, com a mensagem “Médicos não são sacos de boxe”.