Um dérbi, uma liderança em jogo, um duelo grande que chegava depois de vitórias curtas que por pouco não contrariaram aquilo que estava a ser a lógica do Campeonato. Depois do adiamento daquele que deveria ter sido o primeiro encontro grande da temporada, Benfica e Sporting acertavam calendário no Pavilhão da Luz vindos de séries longas de triunfos consecutivos e tinham como ponto de partida a possibilidade de chegarem ao topo isolado da classificação por terem apenas um desaire até ao momento contra dois do rival FC Porto (os encarnados perderam no Dragão por 3-2 num clássico só com golos na segunda parte, os verde e brancos foram surpreendidos pela Juventude Pacense por 8-4 com seis golos de Joca Guimarães).
“É um dos jogos que menos é preciso preparar do ponto de vista de motivação. Há muito poucos que ainda precisam de preparação nesse sentido mas é verdade que existe um incentivo especial, temos muita vontade que chegue o dia. Queremos fazer melhor coisas do que no último jogo e repetir muito do que temos feito ao longo da temporada. Jogamos contra uma grande equipa e temos de saber detetar onde está o ponto de partida exato, correr muito para ficar na frente do marcador o mais cedo possível e competir até ao final do encontro. É importante termos responsabilidade. Jogamos para que os benfiquistas desfrutem e sabemos que uma das melhores formas para isso é ganhar este tipo de jogos”, salientara Edu Castro, técnico dos encarnados, na antevisão feita aos meios do clube de um encontro que teria casa cheia.
Edu Castro e Nil Roca lançaram o encontro da 2.ª jornada (em atraso) da 1.ª fase do Campeonato Nacional! → https://t.co/pcaK3YJ0ca
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“O nível da nossa equipa foi crescendo desde outubro, acreditando e trabalhando muito. Espero que este não seja o nosso melhor momento e que a equipa continue a crescer. Desde o jogo que fizemos com o Benfica na Elite Cup que melhorámos muito mas fiquei muito contente com os primeiros 40 minutos desse jogo, depois é que perdemos o controlo da situação. Agora controlamos melhor todas as fases do jogo. É um dérbi, um jogo que se decide no pormenor. Somos duas equipas que defendem bem e quem cometer menos erros vai conseguir levar a vitória. Liderança? A classificação, neste momento, vale o que vale, o importante é acabar em primeiro lugar no fim das 26 jornadas. Sabemos o que queremos. Isto é uma maratona e não uma corrida de 100 metros”, dissera Edo Bosch, treinador dos leões, em declarações aos meios do clube.
O aquecimento está feito. Venha o jogo ???? #HóqueiSCP pic.twitter.com/6Iek2JPjXU
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Depois da goleada nas meias-finais da Elite Cup, Benfica e Sporting faziam a primeira partida oficial com uma dúvida que podia ou não repetir o cenário da prova de pré-temporada realizada em Odivelas. Aí, neste caso por lesão, o conjunto de Alvalade não contou com Nolito Romero, jogador com mais influência no jogo organizado da equipa. Agora esse cenário estava em cima da mesa mas por razões disciplinares, após ter sido expulso no final da partida diante do Riba d’Ave por se ter envolvido com adeptos da formação da casa naquilo que os leões catalogaram de “resposta” às provocações. O argentino ficou mesmo de fora.
A ausência daquele que é um dos jogadores com melhor meia distância do Campeonato português deu ao Sporting uma maior verticalidade no seu jogo, acentuando dinâmicas que já eram esperadas e que tinham um Benfica a jogar mais vezes em ataque organizado e um conjunto verde e branco sempre à procura das transições rápidas que pudessem surpreender o rival. Ainda assim, foi de bola parada que chegou o primeiro golo do dérbi, com Pau Bargalló a carregar Verona para cartão azul e João Souto a aproveitar o livre direto (7′). No entanto, num encontro sempre a bom ritmo e jogado no limite, o melhor jogo coletivo das águias foi premiado até ao intervalo, com Gonçalo Pinto a apontar o empate depois de uma grande assistência de Diogo Rafael (12′) e Zé Miranda a fazer a reviravolta num remate de meia distância (15′).
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O segundo tempo começou com menos motivos de interesse entre algumas boas intervenções de Ângelo Girão, com uma ligeira quebra do jogo coletivo do Benfica e uma maior incapacidade de sair rápido para criar lances de igualdade ou superioridade numérica do Sporting. O ambiente estava mais “morno”, num minuto ficou a ferver: Pedro Henriques travou uma grande penalidade de Facu Bridge muito contestada pela equipa da casa e no seguimento ficou a pedir-se uma agressão de Toni Pérez a Diogo Rafael (34′). Seguiu-se depois um festival de oportunidades falhadas nas duas balizas, incluindo um livre direto de Pau Bargalló por azul a Matías Platero (43′), até Nil Roca, já com os leões com os quatro jogadores de campo, atirar de fora para o 3-1 que praticamente sentenciou o dérbi (45′) e valeu a liderança isolada poucos dias antes do clássico entre Sporting e FC Porto no Pavilhão João Rocha que pode deixar (pelo menos) um rival mais longe.
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