Há mercados que correm melhor, há mercados que não correm tão bem. Na vida de um diretor desportivo, a linha que faz essa diferença pode demorar apenas seis meses. No verão, apesar de não ter conseguido chegar a todos os alvos número 1 por posição, o Sporting cumpriu em absoluto os seus objetivos face ao plantel que era desejado por Ruben Amorim: garantiu um guarda-redes há muito referenciado pelo scouting (Vladan Kovacevic), contratou um central com perfil para jogar numa linha de três (Zeno Debast), assegurou mais um ala esquerdo que pudesse fazer todo o corredor ou jogar mais nada frente (Maxi Araújo), chegou a um tipo de avançado com menos experiência do que desejado mas que encaixava em tudo no que era pretendido (Conrad Harder). Agora, no inverno, nem tudo foi tão matemático. Faltou um lateral, havia outros alas que não Biel, não houve margem para reforçar mais o plantel. No entanto, essa foi mesmo a “despedida”.

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A caminho do Manchester City (que gastou mais de 200 milhões de euros em janeiro) para substituir Txiki Beguiristain, Hugo Viana solicitou uma saída antes do final do vínculo que tinha com o Sporting. Com o fim do mercado, e tendo em conta que a sucessão estava há muito escolhida e anunciada, a SAD anuiu a esse pedido e o diretor desportivo está de saída de Alvalade entre muitos elogios de Frederico Varandas.

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“A Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD informa que Hugo Viana solicitou a antecipação da sua saída do clube, inicialmente prevista para o final da presente época desportiva. A Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD informa, adicionalmente, que tendo em conta os argumentos apresentados e por entendimento mútuo, o diretor desportivo do Sporting cessou funções após o fecho do mercado de inverno”, anunciou a sociedade verde e branca em comunicado, poucas horas depois de acabarem as transferências.

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Hugo Viana desempenhou um papel fundamental no crescimento desportivo do clube durante um período em que a equipa principal de futebol do Sporting conquistou vários títulos: dois Campeonatos Nacionais, três Taças da Liga, uma Supertaça e uma Taça de Portugal.”

“O trabalho do Hugo Viana ao longo destes anos foi fundamental para a concretização de um projeto desportivo sólido e vencedor. Teve um papel crucial na construção de uma equipa que quebrou barreiras e marcou uma das fases mais memoráveis da história recente do nosso clube”, destacou o presidente dos leões, Frederico Varandas, numa reação à saída antecipada de Hugo Viana antes de rumar a Manchester.

Desta forma, a solução encontrada pelo Sporting para preparar a saída do antigo diretor desportivo, que não teve qualquer influência neste mercado que ficou circunscrito a Varandas, Hugo Viana e Rui Borges, começa de imediato as funções que tinham sido previamente ponderadas, numa mudança de estrutura que passará a contar com Bernardo Palmeiro (que está de regresso ao clube) como diretor geral do futebol e Flávio Costa, principal responsável pelo recrutamento da formação verde e branca, como diretor técnico e de scouting. Ambos trabalharão diretamente com Frederico Varandas e em permanente contacto com o técnico.

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