Rui Borges e FC Porto. FC Porto e Rui Borges. A história da temporada 2024/25 faz-se, em parte, através destes dois nomes. Enfrentaram-se esta sexta-feira pela terceira vez esta época e, curiosamente, registaram-se as três tendências de resultado nos restantes desafios. Ainda assim, esta foi a primeira vez que Borges saiu do Dragão com pontos, já que, nas duas visitas anteriores, foi goleado — 3-0 com o Académico de Viseu (2020) e 5-0 com o Moreirense (2024).

As “friday night lights” de um jogo que teve luz, mas nunca foi iluminado (a crónica do FC Porto-Sporting)

O momento está longe de ser o melhor e o novo treinador dos leões têm tido sérias dores de cabeça desde que chegou a Alvalade. Com várias lesões e baixas, este clássico não foi exceção. Fora do onze inicial ficaram Morita e Gyökeres, que continuam à procura de voltar ao pleno de forma, e a grande aposta passou pelo “menino” João Simões… que se lesionou na reta inicial da primeira parte. Borges respondeu ao colocar Debast no miolo, fórmula que tem testado nas últimas partidas e a equipa chegou ao golo nos últimos cinco minutos da primeira parte, através de Fresneda, outra das apostas do treinador.

A ressurreição de Iván merecia outro desfecho: Fresneda fatura em jogos seguidos e é o primeiro espanhol dos leões a marcar no Dragão

Se na primeira parte os leões até começaram bem, criaram as primeiras ocasiões e acabaram por cima e eficazes, a etapa complementar foi substancialmente diferente e obrigou Rui Borges e mexer taticamente. O FC Porto entrou muito balanceado para o ataque, mas Quenda e Trincão raramente conseguiram aproveitar os contra-ataques e decresceram em termos exibicionais. Morita e Gyökeres foram lançados, assim como Matheus Reis, e o Sporting terminou a partida com cinco defesas, já que Debast baixou para central. Foi nessa fase que os dragões empataram, com Fábio Vieira e Samu a desfeitearem uma descoordenada linha defensiva e uma equipa a tentar segurar o 0-1. Ainda assim, Borges continua a somar resultados positivos contra o rival enquanto treinador do campeão nacional.

[Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível nas plataformas de podcast.]

“Foi uma primeira parte onde fomos claramente melhores e controlámos com e sem bola. Na segunda parte não entrámos muito bem, fomos baixando, perdendo alguma confiança no processo ofensivo e depois tentámos ajustar com uma linha de cinco para defender a largura. Apesar do bloco mais baixo, as melhores oportunidades até acabaram por ser nossas — temos dois lances claros do Harder e do Quenda. O FC Porto tentou ser mais audaz, mais forte e pressionar mais alto. Fomos perdendo alguma confiança, energia, fulgor, baixámos as linhas, mas controlámos até perto do final. É um jogo ingrato nesse sentido. Podíamos ter sido um bocadinho mais inteligentes na segunda parte. Perdemos o equilíbrio nos últimos cinco minutos e não podíamos ter perdido”, analisou Rui Borges à SportTV.

“Diomande e Matheus? Já estamos condicionados com lesões, ainda mais com castigos… Continuaremos fortes, com toda a certeza. A equipa deu uma resposta fantástica e mostrou o porquê de ser campeã nacional. É seguir o nosso caminho. Há poucas semanas toda a gente dizia que o Sporting já estava desmotivado, fora do título e que não ia ser capaz. O Sporting está em primeiro, tem a melhor defesa e o melhor ataque. Temos de nos agarrar a essas coisas muito positivas. Num acumular de jogos temos tido duelos contra grandes equipas e temo-nos batido como grandes campeões. É aquilo que [os jogadores] têm demonstrado e os dados falam por si”, acrescentou o técnico.