Custou nove milhões de euros e chegou a Alvalade rotulado de uma grande promessa para o futuro. Não se adaptou com Ruben Amorim, esteve a um passo de rumar a Itália nesta janela de transferências, mas Rui Borges conseguiu aproveitar o seu talento. Foi com o novo treinador que o Iván Fresneda começou a ganhar preponderância numa equipa com carências na posição de lateral direito e, ao cabo de pouco mais de um mês de titularidade, tem mostrado que é dono e senhor do lugar.

As “friday night lights” de um jogo que teve luz, mas nunca foi iluminado (a crónica do FC Porto-Sporting)

Fresneda chegou ao Estádio do Dragão num grande momento, já que, na receção ao Farense, tinha apontado o primeiro golo da sua ainda curta carreira. Contra o FC Porto, foi mais uma prova de fogo para o espanhol, que teve pela frente o talento e a mobilidade de Rodrigo Mora, bem como a velocidade de Francisco Moura e, por vezes, a explosão de Samu. Fresneda levou quase sempre a melhor, anulou o lado esquerdo dos dragões e coroou a exibição com mais um golo, numa jogada em que voltou a mostrar faro de golo e a sua inteligência a aproveitar o espaço.

Com esse golo, Fresneda faturou pelo segundo encontro consecutivo e tornou-se no primeiro espanhol do Sporting a marcar em casa do FC Porto. Até à data, o único espanhol a marcar aos dragões tinha sido Sarabia, mas fora do Dragão. No final, o lateral terminou o jogo com duas conduções progressivas, dois desarmes, dois bloqueios de remate, seis recuperações de bola e quatro duelos ganhos em 14 disputados.

“Tivemos uma primeira parte em que controlámos o jogo. Acho que fizemos o suficiente para irmos a ganhar para o intervalo. Depois, é normal… estamos a jogar no Estádio do Dragão, contra o FC Porto, junto dos seus adeptos e eles precisavam de ir atrás do empate. Aguentámos muito bem e merecíamos ganhar o jogo. Não podemos conceder aquele golo no último minuto. O futebol é assim. Gerir o jogo? Pensávamos em ganhar, não na classificação ou nos pontos de vantagem. Para nós, todos os jogos são difíceis. Este era um jogo também muito importante e queríamos ganhar”, começou por dizer Fresneda em declarações à SportTV.

“Em relação à celebração do golo, acho que foi euforia. Marcar um golo é sempre importante e fico feliz por ajudar a equipa. Se alguém ficou ofendido por isso, peço desculpa. Não foi para ninguém em concreto. Foi só a euforia de marcar um golo importante. Acredito muito nesta equipa e na equipa técnica. Ajudaram-me muito nestes meses e fico feliz por eles e pela equipa. Temos hipóteses para ganhar o título. Só pensamos no próximo jogo e seguimos assim”, concluiu o espanhol.

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