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Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio de "Terapia de Casal". O meu nome é Guilherme Fonseca e comigo está a minha mulher, esposa, gaja.
Ai, já começamos bem.
Rita da Nova, pessoa que ainda não treinou a sua voz de rádio.
Bom dia, Guilherme. Aqui estamos mais uma vez nesta nossa... Não tenho voz de rádio.
Mas tens que treinar a tua voz de rádio.
Sabes que eu tenho mais voz de rádio quando acordo de manhã.
Não, isso toda a gente.
Tenho voz oceano pacífico.
É por isso que o prime time das rádios é logo de manhã. É porque as pessoas já vêm com voz de rádio.
As pessoas estão esganiçadas.
Sim, tu já viste, sei lá quem está a fazer manhãs agora. Tu já viste a Joana Marques, o Pedro Fernandes e o Pedro Ribeiro a falar. Viste como eu fui buscar.
De todas as rádios. Sim.
Falar depois do meio-dia.
Não, nunca.
Eles falam assim.
Eles falam assim: "Olá, bom dia".
De manhã tem-se mais voz de rádio.
É verdade.
Mas eu gostava de ouvir a tua voz de rádio. Não é essa voz que tu fizeste agora de quem está meio entupido do nariz.
Não tenho.
Não tens voz de rádio?
Não tenho.
É que a minha voz de rádio é assim.
Ai, e até puxar o é?
Exatamente, que é para começar. Ensinaram-me isto quando eu trabalhei na MegaHit. Muito bom dia, o meu nome é Guilherme Fonseca e já a seguir vamos ouvir Rihanna. É assim a minha voz de...
Não. Imagina, se tivesses falado assim comigo quando nos conhecemos, eu tinha dito: "Não, obrigada". "Não, obrigada, os seus colegas já cá vieram e eu não".
Isto entretanto fechou aqui em baixo. Fechou, pobres.
Os seus colegas entretanto já cá vieram e eu não estou efeito... Olha, liga às 18h, pode ser? Bloqueia o número.
Eu não sei porquê, quando eu imagino alguém a fazer a sua voz de rádio, é sempre meio voz de carrinho de choque.
É um bocadinho.
Vamos embora, mais uma fichinha, mais uma voltinha.
Estás a pensar em rádio local.
Pois é.
Gosto muito de rádios locais.
Eu também gosto muito. Às vezes nós vamos a viajar e eu gosto de pôr rádios do interior para ouvir música. Eu gosto principalmente de anúncios a estabelecimentos comerciais, tipo talhos.
Ya, o Talho do Zé.
E depois dão sempre indicações com: "A seguir ao cemitério, à direita".
A seguir à rotunda da Benecar.
Gosto muito. Mas por que estamos a falar de voz de rádio, Rita?
Diz tu, por que estamos a falar de voz de rádio, Guilherme?
Porque nós, a partir de hoje, demos a mão ao Observador. Entramos numa parceria com o Observador.
É verdade. Olá, Observador.
O Observador abordou-nos, disse assim: "Vocês querem continuar a fazer o vosso podcast exatamente como estão a fazer o vosso podcast, sem nenhuma alteração de conteúdo ou de formato. E nós, de vez em quando, arranjamos uns patrocinadores e umas coisas para vos aparecer aí no vosso podcast. Vocês querem de vez em quando usar o nosso estúdio para gravar com convidados, quem sabe com imagem?" E nós dissemos: "Epá, porque não? Vocês são porreiros, trataram-nos bem, porque não fazer esta parceria com o Observador?"
No fundo, nós que andamos sempre aqui nesta dúvida do que é esta coisa de abrir a relação, abrimos um bocadinho a nossa relação.
Será?
Mais ou menos. Temos aqui um parceiro extra.
Sim.
De vez em quando dá aqui um toquezinho.
As pessoas vão pensar assim: "Ah, mas o que é que vai mudar no Terapia de Casal?" Absolutamente nada.
Infelizmente, nada.
Infelizmente vai continuar tudo igual. Há duas coisas que vão mudar, isso eu vou já avisar, porque é preciso deixar isto claro.
Eu acho bem, numa relação aberta, é comunicação acima de tudo e regras.
Exatamente. A primeira é: eu e a Rita vamos começar a usar mais a nossa voz de rádio, por isso é que estávamos a treinar quando começamos este episódio.
Não estamos ainda lá.
Não estamos lá, mas vamos começar a usar a nossa voz de rádio, até porque rádio precisa de uma voz de rádio. A segunda é: eu e a Rita ficamos de direita.
Imagina, logo imediatamente, mulher tradicional. "Guilherme, por favor, faz-me três filhos, já vamos atrasados".
Eu já acho que o homem branco está a ser substituído na Europa e que isto é um problema gravíssimo.
Parados. Não.
Não, mas há muito aquela ideia, acho eu, que as pessoas têm de: "Ah, o Observador, direita. Então?" E então eu achei que tinha graça.
Achas que era giro ser para o 20?
Não, isso sem dúvida.
Sempre, não é?
Mas desde o primeiro episódio. Mas pronto, eu e a Rita agora somos oficialmente pessoas de direita, porque estamos a dar uma parceria com o Observador.
Imagina. Tu vendeste-te ou não?
Por acaso, tu ouviste a Cristina Ferreira a dizer que era de uma família... Podias, por favor, dizer em voz de Cristina Ferreira: "Então, mas se eu venho de uma família tradicional de direita?"
Olha lá, então se eu venho de uma família tradicional de direita, achas o quê, Guilherme? Achas o quê? Olha lá. Que eu não ia votar IL? Logo eu? Que sou uma empreendedora.
Por acaso vou-te dizer uma coisa. Primeiro, muito bem. A tua imitação.
Tive de ir buscar o único partido que tem L, não é?
Era isso que eu ia dizer.
O Livre não pode ser.
O Livre. Não, porque isso é de esquerda, não podia ser.
O Livre é de esquerda, mas IL fica muito bem com L, Cristina.
Sim. Epá, mas foi muito bem feito, porque foste buscar mesmo um partido.
Eu sou uma profissional da imitação da Cristina Ferreira.
Nós vimos, estiveste ali, o que é que eu digo? Ya, IL, que é de direita. Foi muito bem. Rita, eu gostei muito. Pronto, acho que estamos apresentados.
Estamos apresentados, como se as pessoas não nos conhecessem.
Ah, não, é interessante. Isto é outra coisa que vai acontecer. As pessoas que já nos ouviam, em princípio, vão continuar a ouvir, porque não têm critério e já gostam de nós, agora coitados.
Exato, sim.
Mas as pessoas que ouvem a Rádio Observador vão começar a ouvir anúncios sobre o nosso podcast para ouvir o nosso podcast.
Sim, portanto, bem-vindos.
Vai chegar muita gente. Era giro eu começar a falar assim, as pessoas acharem que eu sempre tive a voz assim. Fazemos aqui uma partida qualquer Rita, porque é que me amas?
Calma, Moedas. Está tudo bem. Está tudo bem, Moedas, é o convidado desta semana deste episódio. Bem, vamos avançar com coisas. Eu tenho uma coisa para te dizer.
Pois é, nós temos um tema para discutir.
Guilherme.
Eu botei aqui, mas acho que não valia a pena, podia estar em incerteza.
Até temos uma mensagem de voz minha.
Queres que eu vá buscar?
Então eu vou dar contexto. Esta semana o Guilherme foi fazer os seus stand-ups, treinar a sua comédia, porque ele já está nesta fase de escrever o seu texto.
E esta semana vou ter novidades, mas também essa é outra conversa.
Está na fase da labuta em que ele escreve o seu texto e depois vai para os comedy clubs, ali para a cave, com suor, já não cheira a tabaco porque já não se pode, mas cheira a suor, porque eles não tomam banho. Não sei.
Os humoristas não tomam banho, na tua visão?
Não, à noite não. É assim que eu imagino.
À noite não? Não tomam banho à noite.
Não tomam banho de manhã, depois à noite já estão...
Suadões.
Já. Já têm um dia em cima. E depois tiveram que pensar bué sobre a sua comédia.
Portanto, se eu fosse jogar, sei lá, pádel com os meus amigos ou fazer stand-up numa cave, tu achas que eu estou a cheirar ao mesmo?
É a mesma coisa para mim.
Ok.
É assim que eu imagino. Mas imagino que vocês estão todos suadões porque estão nervosos, percebes? Tipo suor e depois as luzes e depois: "Meu Deus, será que vai correr bem?"
Por que isso está a ficar homoerótico?
Não sei. E depois beijam-se todos. Então, o Guilherme estava lá na sua vida e eu, como boa dona de casa, porque agora somos direita, estava a tratar da roupa.
Exatamente, nós agora somos direita, a mulher fica em casa a dobrar roupa.
Exatamente. E estava a dobrar uma máquina de roupa interior. E consta até um facto interessantíssimo, que nós não fazíamos uma máquina de roupa interior para aí há duas semanas.
Há menos tempo, mas tudo bem.
Para aí há duas semanas. Aliás, a contar pelo número de cuecas e de meias minhas, é para aí há duas semanas. E começo a dobrar meias, a dobrar cuecas e vou dividindo em dois montinhos. O montinho do Guilherme, o montinho da Rita, porque cada um de nós tem a sua cômoda e assim depois eu arrumo. E começo a ver a pilha da Rita, das cuecas, aumentar. E a do Guilherme, um par de cuecas, dois pares de cuecas, três pares de cuecas, no máximo. E começo a ver o mesmo com as meias, a pilha da Rita aumentar. Um par de meias por dia, às vezes mais, dependendo se treina ou não. E a do Guilherme, um par de meias, outro par de meias, desolado, sozinhos. E reparo que para 15 pares de cuecas e meias da Rita, há três pares de cuecas e de meias do Guilherme. O que isso quer dizer? Fazendo contas muito rápidas e olhem que eu sou de Humanidades. Que o Guilherme anda a repetir cuecas e meias. É essa a minha conclusão. E mandei um WhatsApp ao Guilherme a dizer: "Olha lá, tu..."
Mandaste mesmo este WhatsApp. Posso pôr? Acho que não tem mal nenhum, és a nossa intimidade, mas acho que não tem mal nenhum. Vou pôr.
"pá, eu lavei a roupa, estou a dobrar as meias e há uma pilha de, eu não quero exagerar, eu vou contar: uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, 10, 11, 12, 13, 14, 15 pares de meias minhas para três tuas. Isto não é repetir às vezes, é repetir muito." Foi o que me tinha perguntado. Amorzinho, tu repetes meias?
pá, mas com três pontos de interrogação. Tu repetes meias?
Explica-me, Guilherme, porque eu não compreendo e se no final deste episódio alguém disser que concorda com o Guilherme, acha que a forma de fazer do Guilherme é a correta, eu desisto deste podcast.
Posso?
Podes.
Ok. Então, vai parecer que é uma desculpa, mas tu vais chegar lá rapidamente. O que é que se passa? Por causa da minha lesão no-
Não, Guilherme, desculpa, não consigo aceitar que seja porque não andas a treinar. Todos os dias tu tens de usar um par de cuecas e um par de meias por dia. Até repetir todos os dias por dia.
Segundo, posso chegar ao meu ponto? Eu ando a usar cuecas tuas porque é muito mais confortável. Cueca deste senhor é super confortável. Por isso é que estavam 15 para lavar, porque as tuas são muito mais confortáveis para usar.
Diz a verdade.
A verdade é: eu usei dois pares de meias esta semana que mandei para o lixo porque estavam com buracos. Esse é o primeiro.
Sim, mas mesmo assim são só cinco.
Está bem, mas houve dias em que pus as mesmas meias no dia seguinte, porque em casa estava a usar aquela meia por fora, aquela meia quentinha.
Mas a outra continuava por dentro, junto ao pé.
Tens toda a razão, mas é que eu sinto, olha, eu não treinei, não saí de casa, estou aqui sentado no sofá, os pés nem sequer foram muito ao chão, que eu não andei de um lado para o outro. E repetis de um dia para o outro.
Então e as cuecas? Desculpa, que as cuecas me fazem um bocado mais de confusão. São três pares de cuecas que tu usaste em duas semanas.
Não, as cuecas eram mais.
Eram três pares de cuecas. Juro pela minha saúde que eram três pares de cuecas.
Não vale apenas jurar pela tua saúde, que a saúde é para o lado. Eu faço este podcast com quem? Com o Miguel Pinheiro? Faço este podcast com o Miguel Pinheiro, observador.
Queres que eu vá buscar as cuecas para tu veres quais eram?
Não, está tudo bem, eu não preciso olhar para as cuecas. As cuecas eu também repeti dois dias. Pronto.
Dois dias? Cada uma.
Sim, cada uma. Repeti.
Não, isso só dá seis dias, desculpa. Estamos a fazer mal as contas. O que é que se passa? Andas sem cuecas.
Ando de comando. Ando de comando, ando com a salada à bada lar, como diziam os Gato Fedorento.
Guilherme, eu aceito muito isso.
É assim tão horrível num dia em que eu não saí de casa repetir as cuecas no dia seguinte?
É, porque está aí.
Eu nem dou punhos em casa, eu não posso pegar em casa.
Não dás punhos em casa, ô caracinhas.
Rita, eu não posso dar peidos em casa porque isto é uma prisão, isto é um Guantánamo que eu estou aqui.
Podes dar o que tu quiseres, desde que não seja ao pé de mim.
Defina o pé.
Muito perto, se fores para a outra divisão, estás à vontade.
Está bem. Então pronto, está resolvido o nosso problema.
Guilherme, eu aceito muita coisa. Desculpa, eu aceito muita coisa, tu tens muitas desculpas, assim como tu também aceitas muitas das minhas. Mas três pares de cuecas em 15 dias?
E não foram três pares de cuecas em 15 dias.
Eu vou buscar a porcaria dos pares de cuecas.
Rita, não vale a pena ires buscar pares de cuecas. Queres que eu me troque aqui a meio do episódio? É que assim eu vou ficar com uma fama de porcalhão, que não é verdade.
Não é verdade.
Não é verdade. Não é.
Estás envergonhado. E sabes como é que eu sei que estás envergonhado? Estás a ficar vermelhinho.
Mas isso eu já estava vermelhinho antes, porque é de aguentar os peidos que eu não posso dar nesta casa. Eu fico logo muito vermelho.
Para mim a justificação não é plausível, mas eu deixarei que o nosso público avalie.
Não há grande avalização para fazer em relação a esta situação, porque de facto eu estive mal em repetir cuecas e meias. É uma grande porcaria, mas eu agora que não treino e em dias em que eu estive em casa e não fiz mais nada, repeti. Olha, repeti. Vou assumir aqui. Olá, o meu nome é Guilherme Fonseca e eu em dias que não saí de casa e que não treinei, repeti cuecas e meias para o dia seguinte. Julguem-me o que quiserem, chamem-me porco, acabem com a minha imagem social. Eu não quero saber. Pronto, repeti. Houve dias em que repeti e aposto que não sou o único. As pessoas não têm coragem de dizer e eu aposto que não sou o único. Há mais gente que se não treinou e não saiu de casa: "Olha, uma máquina para quê? Vou pôr a mesma meia."
Obrigada, Observador. A nossa parceria fica então por aqui, porque é desta que o trafico de sala acaba.
Mas a nossa com o Observador ou a nossa um com o outro?
A nossa um com o outro e consequentemente a nossa com o Observador.
Ok.
Pronto.
Às vezes eu uso.
Vais continuar a enterrar-te? Ok.
Posso.
Não, eu vou beber aguinha e tudo.
Às vezes eu uso a mesma camisola. Não em dois dias seguidos, porque imagina, se me viram num dia, não quero que me vejam no dia a seguir com a mesma camisola, senão parece que não dormi em casa.
Mas uma camisola é uma coisa, que tens uma t-shirt por baixo, tens outras coisas.
Eu percebo a cena das cuecas e das meias. Eu próprio, se eu estou envergonhado, é porque eu sei que está errado.
Afinal estás envergonhado ou não? Estás vermelhinho.
Não, eu estava vermelhinho é mais por causa do calor que está aqui dentro, porque nós precisamos de janelas novas. A minha questão é mais: como eu não treinei, não saí de casa, repeti. Pronto, olha, repeti. Não estive bem, mas também não estive mal. Sabes o que está a acontecer? Sabes que eu adoro as entrevistas dos políticos quando vão ao Observador. Acho o Miguel Pinheiro o melhor entrevistador de políticos em Portugal. Aliás, é o indivíduo que perguntou ao André Ventura, o André Ventura diz que a sua missão na política foi-lhe incutida por Deus.
Ya.
E o Miguel Pinheiro disse assim: "Ai foi? Quando é que ele lhe disse isso?" Que é das melhores perguntas de sempre. E eu sinto que eu já estou a receber inquéritos à Observador neste podcast.
Guilherme, é assim, basta estar ali no nosso logo em parceria com e eu já estou...
Pois é.
Já te vou apanhar na curva.
Soltaste o Miguel Pinheiro e o carrapato do tick.
Eu que nunca quis ser jornalista, fui jornalista durante pouquíssimo tempo, agora estou a ganhar gosto. Mas compreendes que do meu lado tenha sido estranho?
Eu compreendo.
Como se costuma dizer no TikTok, the math wasn't mathing.
Completamente, a matemática não estava a matematicar. Agora a questão é: eu estou a fazer fisioterapia neste momento.
Que voltinha que tu vais dar. Não é que fisioterapia ou deixar de fazer fisioterapia, treinar ou deixar de treinar, é um par de cuecas por dia, um par de meias por dia, acabou-se. Treines ou não treines.
Está bem.
Agora podes contar às pessoas que veio cá o teu fisioterapeuta. Isso é outro tema.
Veio cá o meu fisioterapeuta, comecei a fazer exercícios, agora estou a fazer exercícios à velhinho, na parede com o braço, para reforçar o meu ombro, para me habituar. Na verdade, é meio deprimente, porque eu estou a fazer flexões de parede. Eu pareço um idoso de 87 anos.
Tem muita graça, porque às vezes estás aqui na tua vida e dizes assim: "Pronto, vou só ali fazer a minha fisioterapia".
E vou-me encostar a uma parede a fazer exercícios de subir e descer os bracinhos por causa do meu ombro. Cabrão do Luís Pinheiro, é que não há outra palavra. Se eu não ando a trocar cuecas é por causa disso. Mas ando a fazer a minha fisioterapia. Mas ele disse que eu já posso começar a voltar a treinar. Portanto, ao fim de dois meses eu vou voltar a fazer exercício físico.
Mas tivemos aqui uma tristeza, não foi? Queres dizer às pessoas.
Qual?
Da notícia que recebeste sobre a modalidade desportiva que nós íamos querer fazer.
Pois é, eu vou te deixar falar, eu não quero falar.
Não, diz tu. Eu já falei muito.
Não, fala tu.
Não sei se já tínhamos partilhado aqui, acho que sim, que queríamos começar a fazer natação. Os nossos sábados de manhã estavam livres. Porque é que tu bebes a minha água?
Porque eu não trouxe a minha. Vai, dá-lhe. E vou repetir a água, porque agora vou cuspir e vou beber outra vez. Não tem mal repetir a água.
E como ficámos com os sábados livres da língua gestual portuguesa, estávamos a pensar: "O que queremos fazer?" Pensámos na natação, pensámos que giro, temos aqui uma piscina ao pé de casa, dá para ir a pé. Mas agora o Guilherme não pode por causa do ombro, porque o fisioterapeuta dele disse-lhe que 70% de nadar é ombros e pernas.
Não, é ombro. Ele disse que especificamente a zona que se mexe mais quando se nada é o ombro, porque tem o movimento todo de ir buscar o braço lá atrás e vir para a frente. E ele diz que pelo menos nos primeiros seis meses, enquanto estamos a reforçar, não vai dar nada.
Não vai dar para começar. O que é que vais fazer?
Malabarismo.
Nada.
Por falar em malabarismo, eu queria agradecer às várias pessoas que me enviaram vídeos de como aprender a fazer malabarismo em três minutos, 10 minutos, 15 minutos.
Eu sinto que também o facto de se calhar não usares cuecas e meias, não repetires, também já é um treino para ires para um semáforo, não é?
Não, completamente.
É o errado isso.
Eu estou há 15 dias ter uma rasta gigante até ao cu.
Mas ontem vimos um Aqui num semáforo ao pé de casa, com fogo.
À noite, ele é esperto, está escuro, ele faz com o fogo a tirar a foto.
Eu fiquei e estava tipo...
Mas eu queria agradecer a todas as pessoas que me mandaram vídeos do YouTube. Eu prometo que vou começar. Esta semana ainda não comecei porque estive a resolver coisas que a princípio vou divulgar esta semana. Ainda não comecei a fazer os exercícios, mas gostei muito da história de um rapaz que trabalhava no balcão de um hotel e que recebeu um malabarista no hotel. Logo aí, malabaristas com dinheiro para ficar em hotel, mas tudo bem. Recebeu um malabarista no hotel que apostou com ele que lhe conseguia ensinar a fazer malabarismo em dois minutos. E o rapaz diz: "Eu consegui mesmo. Aquele malabarista pôs-me a fazer malabarismo em dois minutos". E ele diz: "Portanto, não preciso de ter a paz com a Guilherme".
Eu também acho que ter a paz com o...
Não, é exagerado. Esta semana já me vou dedicar um bocadinho mais. E portanto, eu acho que a princípio, nos próximos dias podemos ter novidades.
Muito bem. Eu também quero dar uma novidade aqui.
Espera.
Sabes o que eu vou dizer ou não?
Sei perfeitamente o que vais dizer. Até vou beber da tua água.
Ó Guilherme, só por causa dessa já não digo. Eu terminei, finalizei o meu terceiro livro.
Muito bem. Estive a bater palmas e acordei os gatos. Desculpem.
O meu terceiro livro sairá no primeiro semestre deste ano ainda. Portanto, podem esperar novidades brevemente. Mas está terminado. Pronto, depois falarei mais sobre ele, mas é mais uma conquista.
Rita de Nova, obrigado por ter vindo aqui ao nosso-
Ao nosso segmento de cultura.
Exatamente, ao Sobre Escuta da Rádio Observador. Rita de Nova, como é que se-
Isso parece todo um... juro que é a primeira e última vez que vamos estar a fazer isto, estares sempre a referir-nos ao Observador. Observador, desculpem, mas é hoje. Isto é o início da relação, estamos entusiasmados.
Nós, na verdade, estamos a conspurcar o bom nome do Observador ao falar deles aqui. Mas o que eu te ia dizer? Eu ia dizer uma coisa muito importante, que era como é que se sente, Rita de Nova, de ter terminado a última versão. Sabes quando diz no documento, título do livro.
Final.
Versão sete, finalíssimo para entregar, agora é que é, vai.
Sim.
Como é que se sente?
O do último livro tinha versão será final.
Com ponto de interrogação?
Sim, será final. Desta só foi V5. Estás a ver? Já nem estou nessa brincadeira. Estou muito feliz. Eu já disse isto algumas vezes, mas gostava de dizer aqui para as pessoas que nos ouvem que isto é genuinamente a minha coisa favorita que eu alguma vez escrevi. Estou muito entusiasmada, gosto muito desta história, dessas personagens. É muito diferente dos outros dois livros, embora tenha um ou outro tema em comum, mas explorado de forma diferente.
E vou dizer uma coisa, que acho que se for uma inconfidência, tu vais me dizer.
Abrir os olhos assim.
Ya, tu vais-me abrir os olhos e vais me dizer. Mas acho que é dos teus livros, aquele que tem mais presença de gatos.
Sim, sem dúvida.
Posso dizer isto?
Podes dizer.
Não estou a dizer demasiado.
Não estás a dizer demasiado.
E logo aí.
Já ganhou.
Logo aí, eu não sei se não é já o melhor.
Estou mesmo muito feliz, muito entusiasmada. Espero que as pessoas fiquem com vontade de o ler.
Eu tenho.
Já está no teu covo.
Já está.
Darei novidades brevemente. Prometo não vos chatear muito aqui no Trapio de Casal com isto, mas tudo o que quiserem saber, podem acompanhar no meu Instagram.
Muito bem. É como com o malabarismo, podem acompanhar no meu Instagram.
Devias fazer stories que era crônicas do malabarismo. Por favor.
Achas? Em que vou tentando.
Sim, só vídeos, primeiro treino.
Sim, mas sempre de cuecas.
Com as mesmas.
Não, eu tenho que ir trocando de cuecas para mostrar que também estou a trocar de cuecas.
Não, fazias malabarismo com cuecas.
Isso também era giro. Sempre com três, que são as que uso.
Exato.
Vamos e-mail. Esta semana passada não fizemos e-mail.
Temos aqui um e-mail que eu estou muito entusiasmada.
Ok, então vamos embora.
Que é o e-mail da Dr. Pimple Popper.
Dr. Pimple Popper. Era uma celebridade do quê? Do YouTube?
Do YouTube. E havia muita gente, ainda há, acho eu, pessoas que gostam de ver outras pessoas a espremer borbulhas.
Lê tu, porque eu acho que a tua voz é mais doce.
Não é.
E é mais agradável.
Não é.
Porque a minha voz seria assim: espremer espinhas dos namorados das amigas.
Não é tua. A tua voz é bonita, mas eu posso ler.
Lê tu, por favor.
"Olá, Guilherme e Rita. Conheci o vosso podcast há dois anos, num dos primeiros dates com o meu namorado. Ele disse-me que gostava."
Espera. Continua.
"Ele disse-me que gostava de vos ouvir, fiquei curiosa e comecei a ouvir-vos também desde o primeiro episódio e tornei-me logo uma ouvinte assídua."
Muito bem.
"Entretanto, vimos o Guilherme ao vivo no Porto e adoramos."
Muito bem.
Para de beber a minha água.
Desculpa, tens razão. Vou parar.
"A nossa relação está a correr muito bem. Estamos muito felizes e cheios de planos para o futuro." Pronto, obrigada.
Então vá.
"O que me leva a escrever-vos tem a ver com um episódio em concreto que me deixou bastante irritada e enciumada."
Ok.
"Não me considero uma pessoa ciumenta, mas tenho a certeza de que vão perceber a minha situação. Na noite de Ano Novo, fomos..." Olha, notificações. Para. Notificações tuas.
Mas estás irritada com o meu telefone?
Sim. "Na noite de Ano Novo, fomos até casa de uma amiga, onde estavam também outros amigos, inclusive o namorado dela."
Ok.
"E passámos umas horas a jogar jogos de tabuleiro."
Muito bem. Que jogos? Isto é muito importante, porque nós gostamos muito de jogos de tabuleiro.
Não, ela vai contextualizar, mas é sobre outra coisa.
Ok. O nosso amigo João Mazarra anda-nos a convidar há imenso tempo para jogar jogos de tabuleiro e nós nunca vamos. Pede desculpa ao Mazarra.
Mazarra, desculpa, nós vamos. Para vos contextualizar, esta minha amiga é a pessoa em quem mais confio.
Ok.
A única com quem falo literalmente de tudo da minha vida.
Ok.
Adoro-a e ela confia em mim de igual forma.
Ok. Estava lá o namorado dela também.
Sim. Voltando ao episódio dessa noite, sentada à minha esquerda estava o namorado da minha amiga, à minha direita, o meu namorado À direita do meu namorado estava a minha amiga e depois estavam as outras pessoas.
Ok. Que não são interessantes.
Portanto estava namorada da amiga, ela, namorado, amiga.
Ok.
Portanto os casais estavam alternados.
Sim, senhora.
Se calhar, esse foi o erro. Vou já dizer aqui. De repente, fico completamente surpreendida ao reparar que, do nada, a minha amiga está debruçada no meu namorado a espremer-lhe uma espinha no pescoço.
Ok.
Ele ficou em modo estátua, visivelmente constrangido. Não disse nada, o que também me deixou chateada. Eu perguntei de forma calma, mas completamente estupefacta: "O que se está a passar?" E o meu namorado riu de nervoso, não me conseguindo olhar nos olhos. Sei que a minha amiga não iria gostar nada se fosse eu a espremer uma espinha ao namorado dela, apesar de ele também ser meu amigo.
Será que não?
Falei com o meu namorado sobre o meu desconforto. Ele percebeu perfeitamente e entendeu que poderia ter tido outra atitude, não deixando que aquilo acontecesse novamente. Sim, digo novamente, porque o pior é que já tinha acontecido uma vez a mesma coisa. Sem eu estar presente vários meses antes. Devem ter sido as únicas duas espinhas que ele teve no pescoço na vida toda. E ele tinha me contado, disse que ficou um bocado sem reação, mas na altura não dei a devida importância e o assunto passou sem pensar muito nele, porque confio completamente nos dois. Cada vez que penso na situação fico irritada e não me apetece estar com a minha amiga para sempre.
Ela está mesmo a ponderar terminar a amizade.
Esperançosamente pelos vossos conselhos sobre o que fazer nesta situação, por favor. Como ouvinte assídua, o meu namorado vai perceber que a situação é sobre ele, mas não faz mal, até se vai rir. Obrigada, beijinhos.
Ia muito bem, portanto ele neste momento está a ouvir, ele está a descobrir.
Isto é um excelente e-mail.
Excelente e-mail, já sabem: terapiadecasalpodcast@gmail.com é para onde vocês podem enviar. Não se esqueçam de pôr podcast a seguir a terapia de casal. terapiadecasalpodcast@gmail.com. Enviem as vossas questões como fez a Dr. Pimple Popper. O que eu acho disto?
Que na verdade a Dr. Pimple Popper até é a amiga, não é?
Sim, é verdade. Mas o que se passa aqui? Primeiro, se tu espremesses borbulhas a outro homem, eu não ia ficar com ciúmes, eu ia achar absolutamente nojento.
Da mesma forma que eu acho nojento tu usares três pares de cuecas dentro de 15 dias.
É, mas ninguém me está a mexer na picha. Também há essa. Ninguém está a espremer aqui nada.
Por que será?
Ninguém está aqui a espremer.
Por que será, Guilherme Fonseca?
Espremer borbulhas, a menos que seja a pessoa a si própria, eu acho sempre uma coisa nojenta.
Sim.
Porque repara, eu estou a imaginar num jantar, a amiga dela-
Na passagem de ano
...na passagem de ano, a amiga dela a espremer uma borbulha no pescoço do namorado dela, e pus a saltar. Eu peço desculpa. A Rita já está a fazer a cabrinha. A cabra da montanha. Mas eu acho só nojento. Aquele pus vai saltar, está a mexer numa borbulha de outra pessoa.
Não, é absolutamente nojento. É assim, mas há pessoas para quem isso é um sinal de intimidade.
Como é a Dr. Pimple Popper, que nos escreveu. Para ela, a amiga estar a mexer no namorado daquela maneira é uma coisa-
Super íntima, sim
...que faz-lhe ciúmes e desconforto de estar com a amiga. Portanto, nós temos que respeitar que, para ela, a amiga estar a espremer uma borbulha ao namorado era como se estivesse a fazer festinhas na cabeça ou a pôr a mão dentro da camisola, ou a mexer no interior da perna.
Sim, estranhamente, mas é um ato de intimidade.
Ou já na boca.
Não, isso também já não é.
Já é demais, passei o limite.
Eu a puxar a trela. Não, é demais.
Portanto, nós temos que falar deste tema.
Considerando isto.
Deste ponto de vista. Portanto, para ela é uma coisa deste género.
Sim, é um ato de intimidade. E de facto, é assim, se alguém te espremesse uma borbulha, além de nojento, eu ia achar estranho.
Achas?
Acho estranho.
Imagina que eu ficava sem reação como este rapaz.
Sim.
Ficava do género, uma pessoa dizia: "Olha, tens aqui uma coisa no pescoço", eu: "O quê?" E a pessoa já estava a espremer e eu ficava aquele awkwardness.
Sim, claramente ele não queria nada daquilo também. Ele só não foi capaz.
Estava claramente desconfortável.
Mas, por exemplo, eu também não sei. Por exemplo, se tu tivesses uma amiga, amiga mesmo, estou a tentar lembrar-me de alguma.
Não tenho.
Olha, a Susana Romana. Não, deixa-me dizer.
É a primeira pessoa que tu te lembras.
Lembrei-me agora porque lembrei-me que, imagina uma coisa.
Tu estás a ouvir.
Imagina, estamos aqui todos, a Susana está cá. E a Susana, que já veio a este podcast.
Já sim, senhora.
Num episódio sobre signos, que ficou contra mim. Enfim, nem devia estar a elogiá-la desta forma, a dizer que ela é tua amiga, mas pronto. Ela estava aqui, estávamos aqui e ela sentava-se e imagina que ela encostava a cabeça ao teu ombro. Eu para mim isso era ok.
Ok.
Era um ponto que é alguma intimidade.
Uma amiga fazer aquela coisa de-
"Oh, meu amigo".
Ok.
Agora, se ela, soltando-se do teu ombro, dissesse: "Olha, tens aqui uma borbulha", e zuca de te espremer a borbulha.
Tu ficavas com ciúmes?
Eu achava, não era ciúmes, mas passou aqui uma barreira de intimidade.
Pois, eu acho que espremer pus de outra pessoa é, de facto, uma barreira. Tu tens que ter uma intimidade com aquela pessoa para ter vontade de lhe mexer.
Exato.
A questão é que, era o ponto onde eu queria chegar. Eu acho que há pessoas que são completamente viciadas em espremer borbulhas e que até passavam por sem-abrigo no meio da rua e espremiam borbulhas.
Por pessoas em situação de sem-abrigo, por favor.
E que espremiam borbulhas. Porque eu acho que as pessoas que gostam de espremer borbulhas, e atenção, eu sei que há muitas que nos estão a ouvir porque estão com vontade de espremer borbulhas neste momento, não se controlam.
Pois não. É um vício.
A borbulha é impessoal, a borbulha não tem life, a borbulha não tem identidade. As pessoas veem a borbulha, as pessoas atacam a borbulha, mesmo em pessoas que odeiam.
Para aquelas pessoas, a borbulha está agarrada a uma pessoa, não é a pessoa que está. Não é?
Não é a pessoa que tem uma borbulha.
É a borbulha que tem uma pessoa.
É a borbulha que tem uma pessoa.
Portanto, pode ser esse o caso da amiga dela.
É que eu acho que é isso. Ela devia falar com a amiga dela e dizer: "Podes, por favor, não espremer borbulhas ao meu namorado, porque eu vejo isso como um ato de intimidade e deixa-me desconforto".
Sei que provavelmente para ti não é, é outra coisa.
Ela não tem de deixar de estar com a amiga.
Claro que não.
A amiga não quer comê-lo. É o que eu estou a dizer.
Só quer espremê-lo.
Eu sinto que fomos até à beira do descontrolo, mas não caímos, voltámos para trás.
Nunca caímos neste podcast, já devias saber.
E se nos caímos, levantamo-nos porque o crouá está a cair, levanta o queixo. Princesa.
Não, se cairmos sete vezes, levantamo-nos oito.
E portanto, eu acho que ela tem que falar com a amiga dela, tem que lhe dizer assim: "Olha, é desconfortável para mim, porque eu vejo como um sinal de intimidade. Eu sei que para ti pode ser só uma borbulha, mas não faças isso, por favor". E pronto.
E se voltas a fazer eu dou um murro na tromba. Que também há essa.
Esperemos tu uma teta.
Eu acho que acabamos aqui. trapioecasalpodcast@gmail.com é onde vocês podem enviar as vossas dúvidas, as vossas questões, como fez a nossa amiga Pimple Popper.
Será que ajudámos? É que eu acho que há pessoas que têm mesmo um problema com borbulhas.
Depois do que tu disseste, eu acho que era para estar quieto. Já estragaste muito a tua reputação neste episódio.
Fui longe demais. Olha, eu vou-te buscar cuecas.
Sim, trapioecasalpodcast@gmail.com é onde vocês podem enviar as vossas questões. Nós para a semana cá estaremos para responder e um beijinho aos nossos amigos do Observador.
Um beijinho para todos os que nos ouvem, que gostam de nós e que têm espinhas.
Eu não vou dizer mais nada.
No pescoço.