A deputada do PS Ana Sofia Antunes, que foi esta quinta-feira alvo de críticas por parte do Chega, sublinhou esta sexta-feira que irá intervir na Assembleia da República sobre o tema das pessoas com deficiência as vezes que entender e garantiu que, das 15 intervenções que fez desde que é deputada, apenas uma foi sobre o tema.
“Reservo o direito de intervir sobre os direitos das pessoas com deficiência as vezes que me aprouver e que o meu partido entender que o devo fazer“, disse Ana Sofia Antunes, numa conferência de imprensa, na Assembleia da República. Esta quinta-feira, a deputada do Chega Diva Ribeiro acusou a socialista (que é cega) de só conseguir intervir em assuntos relacionados com a área da deficiência, durante um debate sobre o acesso de estudantes com necessidades educativas especiais no Ensino Superior.
A acusação — criticada por vários partidos no hemiciclo, da esquerda à direita — foi rejeitada por Ana Sofia Antunes, que foi, durante vários anos, Secretária de Estado da Inclusão nos governos de António Costa. “Relativamente às áreas para as quais o meu partido me coloca a intervir, das 15 intervenções que consegui identificar feitas em plenário desde que aqui estou como deputada [na atual legislatura], esta foi a primeira intervenção em matéria de deficiência“, garantiu a deputada socialista, acrescentando que intervém “com frequência em assuntos como segurança, migrações, nacionalidade”.
Ana Sofia Antunes recordou aos jornalistas que é a atual coordenadora do PS na Comissão de Assuntos Europeus, uma área sobre a qual faz intervenções frequentes. “Já fiz uma intervenção sobre os direitos dos idosos também”, acrescentou, rejeitando que o seu trabalho parlamentar se limite à área das pessoas com deficiência.
“Quanto à questão da competência, tenho um currículo, que fala por mim. Trabalhei nas mais diferentes áreas”, realçou a deputada.
Falando depois da líder parlamentar socialista Alexandra Leitão, Ana Sofia Antunes rejeitou ainda a ideia de que o PS apenas coloque a intervir pessoas com características que as associem aos temas em discussão. “Foi alegado que é recorrente o PS apenas chamar a intervir em debates temáticos as pessoas com deficiência sobre deficiências, as pessoas negras sobre racismo, as pessoas homossexuais sobre os debates no mesmo tema […] No PS somos livres. Intervimos sobre aquilo que entendemos e fazemo-lo livremente”, garantiu.
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